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Museu de Arqueologia encerrado para “remodelação integral”

Escrito por em 19/04/2022

O Museu Nacional de Arqueologia (MNA), em Lisboa, encerrou na segunda-feira para as obras de “remodelação integral” que o vão manter de portas fechadas até 2025, anunciou a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC).

Este encerramento do MNA, com um custo previsto de 24,5 milhões de euros, provenientes do Plano de Recuperação e Resiliência, tinha já sido anunciado em dezembro.

O MNA encontra-se instalado desde 1903 no antigo dormitório dos frades do Mosteiro dos Jerónimos e, segundo a DGPC, “este investimento contribui para minorar o potencial do risco, quer dos edifícios (com elevado valor arquitetónico, histórico e artístico), quer da preservação das diversas coleções de património móvel a transmitir às gerações futuras”.

A equipa do museu irá preparar “criteriosa e atempadamente a desmontagem e a transferência dos serviços, das coleções e dos recursos humanos, libertando integralmente os espaços para a realização da intervenção de remodelação integral”, explicou a DGPC.

“Trata-se de uma missão especialmente intensa, prolongada no tempo e delicada o que implica que a equipa do Museu se concentre em exclusividade na mesma, em simultâneo com o desenvolvimento de uma intensa campanha de estudo, digitalização levantamento fotográfico e conservação e restauro dos bens culturais do acervo do Museu no âmbito do projeto MNA XXI”, prossegue a DGPC.

Em dezembro, o diretor do MNA referiu que há décadas que o museu reclamava uma intervenção de fundo de espaços e de exposição permanente, uma vez que muito do espólio está guardado em reservas, inacessíveis ao público.

“É um ato de justiça para com o museu”, sublinhou António Carvalho. Na ocasião, o diretor disse que o MNA vai duplicar o seu espaço expositivo, contando com a torre oca do Mosteiro dos Jerónimos, atualmente ocupada pelo Museu de Marinha, e sofrerá uma reorganização dos espaços no subsolo, numa intervenção que, em simultâneo, servirá para consolidar as fundações do mosteiro e protegê-las de “vulnerabilidades sísmicas”.


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