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Palácio da Ajuda expõe pela primeira vez pintura de Karl Stieler

Escrito por em 13/04/2022

O Museu do Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, vai expor, pela primeira vez, na Noite dos Museus, em 14 de maio, uma pintura de Karl Stieler, adquirida pela DGPC, e um conjunto de cristal.

A tela de Joseph Karl Stieler (1781-1858) é um retrato de D. Amélia de Leuchtenberg (1812-1873), segunda mulher de Pedro IV de Portugal, que foi também o primeiro imperador do Brasil. O retrato, explica o PNA, foi adquirido pela Direção-Geral do Património Cultural a um colecionador privado em Munique, no sul da Alemanha.

A pintura data de 1829, e o pintor alemão é conhecido, entre outras obras, por ser o autor do único retrato feito em vida do compositor Ludwig van Beethoven (1770-1827), e “como retratista da família real da Baviera e da famosa galeria de beldades” do reinado de Luís, entre 1825 e 1848, no Palácio de Nymphenburg, em Munique.

“Este retrato vem colmatar a saída de dois retratos de D. Pedro IV e D. Amélia existentes neste palácio, ao tempo da monarquia, e que foram retirados para outros serviços públicos”, indica o museu.

O retrato é a única pintura de Karl Stieler existente nas coleções públicas portuguesas. A outra nova peça da coleção é um conjunto de cristal que pertenceu a Maria Pia de Sabóia (1847-1901), mulher do rei D. Luís, e foi doado por um mecenas privado, segundo a mesma fonte.

O PNA adquiriu, em março último, numa leiloeira, “através de um mecenas privado”, este serviço de 157 peças. “Trata-se de um luxuoso conjunto em cristal, decorado com elementos geometrizados e vegetalistas estilizados, gravados e enriquecido pelo monograma da Rainha, encimado por coroa real, gravado e dourado”, explica o PNA.

Referindo ser “muito provavelmente da fábrica Baccarat”, acrescenta o museu que “foi adquirido pela soberana entre os anos de 1894 e 1901, nos armazéns Émile Bourgeois Grand Dépôt, em Paris”, tendo entrado no então palácio real em 1902.

O serviço, segundo o PNA “foi transferido para o Paço do Estoril, tendo-se perdido o rasto após a implantação da República”, em 1910. O conjunto vai ser exposto ao público, pela primeira vez, na mesa da sala de jantar do Palácio, a partir de 14 de maio.


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