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Prémio Turner revela quatro finalistas

Escrito por em 12/04/2022

O prémio Turner, o mais conceituado das artes no Reino Unido, revelou hoje os nomes de Heather Phillipson, Ingrid Pollard, Veronica Ryan e Sin Wai Kin como finalistas da edição deste ano.

Hoje anunciada pela Tate Liverpool, no Reino Unido, a lista é composta pela londrina Heather Phillipson, nomeada pela exposição “RUPTURE NO 1: blowtorching the bitten peach” (“Rutura n.º 1: queimando o pêssego mordido”, em tradução livre do inglês) e pela obra “The End” (“O fim”), que consistiu na colocação de uma escultura a representar um gelado com uma mosca, uma cereja e um ‘drone’ no quarto plinto da Praça de Trafalgar, no centro de Londres.

A artista britânica Ingrid Pollard, fotógrafa e investigadora, é escolhida pela exposição “Carbon Slowly Turning” (“Carbono a virar-se lentamente”), exibida na MK Gallery. Segundo o comunicado da organização, “o trabalho de Pollard questiona a relação com o mundo natural e interroga ideias como o ser britânico [‘Britishness’], a raça e a sexualidade”.

Já a também britânica Veronica Ryan foi indicada por “Along a Spectrum”, no centro de artes Spike Island, em Bristol, no Reino Unido, e pelas suas obras de arte pública sobre a geração de Windrush, encomendadas pela freguesia londrina de Hackney, que serviram como “uma expressão permanente de solidariedade para com aquela geração, um reconhecimento do contributo imensamente significativo que deram à vida em Hackney e no Reino Unido”, segundo a página da organização que encomendou os trabalhos.

Artista não-binária, Sin Wai Kin, de Toronto, no Canadá, vê o júri escolher o seu nome devido ao envolvimento no “British Art Show 9”, que reuniu 230 artistas em 23 cidades para refletir sobre o estado da nação britânica desde 2015, e à exposição a solo na Galeria Blindspot, em Londres.

“Sin dá vida à fantasia através do contar de histórias em performance, imagem em movimento, escrita e impressão. Partindo das suas próprias experiências ao existir entre categorias binárias, o seu trabalho cumpre narrativas ficcionais para descrever realidades vividas de desejo, identificação e consciência”, realçou a organização do prémio.

Copresidido pelo diretor da Tate Britain, Alex Farquharson, e pela diretora da Tate Liverpool, Helen Legg, o júri da edição deste ano foi composto pelos responsáveis de galerias e curadores Irene Aristizábal, Christine Eyene, Robert Leckie e Anthony Spira. As finalistas vão ver o seu trabalho exposto na Tate Liverpool, entre 20 de outubro e 19 de março do próximo ano, com a pessoa vencedora a ser revelada em dezembro.


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