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Bissaya Barreto de Literatura para a Infância atribuído a “Noa”

Escrito por em 11/04/2022

A obra infantojuvenil “Noa”, com texto de Susana Cardoso Ferreira e ilustrações de Raquel Costa, venceu a edição de 2022 do Prémio Bissaya Barreto de Literatura para a Infância.

Em comunicado enviado à imprensa, a Fundação Bissaya Barreto (FBB) adiantou que, à 8.ª edição do prémio literário, concorreram 197 obras, com a participação de 66 editoras e de 12 edições de autor.

A obra vencedora, publicada em 2020 pela Oficina do Livro, é destacada pelo júri do prémio por possuir “um texto com uma estrutura narrativa original e de notória qualidade lírica e poética, capaz de suscitar o interesse de diferentes públicos”.

Com uma temática acessível, mas com espessura, e sem abrir mão de uma certa densidade dramática, a narrativa consegue ir ao encontro de uma diversidade de modos de sentir e de superar tensões emocionais e adversidades, o que é digno de nota”, acrescenta o júri, presidido por Lúcia Santos, em representação da FBB, e que integra ainda Rui Marques Veloso e José António Gomes.

“De uma comunicabilidade sensível, o texto literário é servido por uma ilustração expressiva e dinâmica que nunca ignora a psicologia das personagens”, acrescenta. No comunicado, o júri congratula-se “com a elevada adesão de candidaturas, e com a crescente qualidade dos livros apresentados a concurso”, que diz “valorizar expressivamente a iniciativa da Fundação Bissaya Barreto”.

O prémio, no valor global de 5.000 euros, é atribuído, em conjunto, aos autores da obra selecionada (texto e ilustração). O livro agora premiado conta a história de Noa, uma menina que vive numa ilha mas que não quer ver o mar, desde que um acidente de pesca lhe ‘roubou’ os pais. Noa acaba por ir morar com o avô e, com o sofrimento pela perda dos pais, deixa de falar.

De acordo com a nota da FBB, a escritora Susana Cardoso Ferreira, natural de Lisboa, é licenciada em Biologia e pós-graduada em Técnicas de Avaliação e Intervenção Psicoeducatica em Contextos Escolares e Sociocomunitários e em Jogo e Desenvolvimento da Criança (2005), trabalhando, desde 2009, como tradutora de literatura infantojuvenil.

É autora de livros de literatura infantil, todos publicados pela Oficina do Livro: “Minas, o Lápis Professor” (2008), recomendado pelo Plano Nacional de Leitura (PNL), e “Os Pés Mágicos de Jeremias” (2010).

Venceu o Prémio Literário Maria Rosa Colaço, em 2014, na modalidade juvenil, com “Viagens de Chapéu – As Invenções e Indecisões de Dona Amélia Longor”, também recomendado pelo PNL. Raquel Costa, artista visual e ilustradora, nasceu no Porto, formou-se em Artes Plásticas – Escultura e é mestre em Ensino de Artes Visuais. É professora da Escola Superior de Design, do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, participa com regularidade em exposições a solo e coletivas, em Portugal e no estrangeiro, orienta oficinas de ilustração e realiza sessões de desenho ao vivo.

Cofundadora do Little Black Spot Creative Studio, onde trabalha em ilustração e design de comunicação, para os mercados editorial e publicitário, Raquel Costa possui editados vários livros infantojuvenis por si ilustrados.

O Prémio Bissaya Barreto de Literatura para a Infância foi criado em 2008, “com o duplo objetivo de contribuir para a valorização e promoção da literatura de qualidade destinada à infância e para a valorização da dimensão estética do livro”, assinala a FBB.


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