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Sónar Lisboa acontece em vários locais da cidade

Escrito por em 08/04/2022

A primeira edição do Sónar Lisboa, festival que junta música, criatividade e tecnologia, começa hoje e irá ‘ocupar’, até domingo, vários locais da capital com concertos, DJ sets, exposições e debates sobre indústrias criativas, inovação e ciência.

A programação musical do festival, dividida entre Sónar by Day e Sónar by Night, inclui mais de 70 concertos e atuações de artistas e DJ, entre os quais Arca, Bicep, The Blaze DJ, Charlotte de Witte, Dixon, Pongo, Eu.Clides, IAMDDB, Polo & Pan, Enchufada Na Zona, Honey Dijon, Floating Points, Leon Vynehall, Partiboi69, Nicola Cruz, Richie Hawtin, Nina Kraviz, DJ Marfox e Thundercat.

Esta parte da programação vai dividir-se entre o Centro de Congressos de Lisboa, o Coliseu dos Recreios, o Pavilhão Carlos Lopes e o Hub Criativo do Beato. Os vários espaços deste último local irão também acolher a vertente do festival dedicada às tecnologias criativas, Sónar+D.

As conferências do Sónar+D acontecem todos os dias do festival, entre as 12:00 e as 18:30, “tendo como tema central a Sustentabilidade e Direitos Humanos, a partir do qual se desdobra um tríptico de subtemas: a Inteligência Artificial e Algoritmos; as Intersecções de Arte, Ciência, Ecologia e Alterações Climáticas; e as Tecnologias Criativas e Economia Digital: do Metaverso à web3”.

A programação do Sónar+D inclui também exposições, que abordam temas como as alterações climáticas, preservação dos recursos naturais, inteligência artificial e suas implicações éticas, desinformação, algoritmos e meios de comunicação social.

A terceira componente do Sónar+D, a dos espetáculos AV, “experiências musicais ao vivo que surgem da interação entre criatividade, música, tecnologia e inovação”. “Desde furacões, a organismos unicelulares e estrelas em extinção, refletem sobre preocupações da sociedade, como as alterações climáticas ou a vigilância de dados, enquanto exploram a interação da música e da imagem. Com uma profunda componente audiovisual e tecnológica, vão proporcionar um contacto com os artistas que estão a explorar as intersecções da ciência e tecnologia, utilizando tecnologias digitais”, descreve a organização.

O promotor João Menezes, em declarações à jornalista Joana Ramos Simões, da Lusa, destacou que “Lisboa tem uma conjugação de fatores ótima para pôr em diálogo esses universos da arte, da tecnologia e da ciência”.

“O grande legado pode ser esse e depois servir de montra de Portugal para o mundo, do nosso timbre cultural que é único no mundo. Seremos uma grande montra, muito orgulhosos dessa nossa textura cultural para o mundo”, afirmou, na quinta-feira, num encontro com a imprensa no Hub Criativo do Beato, um dos espaços que acolhe o festival.

Segundo o promotor, mais de 60% dos bilhetes vendidos foram para fora de Portugal, sendo esperados espectadores de mais de 60 nacionalidades. O Sónar aconteceu pela primeira vez em 1994, em Barcelona, Espanha, e já teve edições noutros países, nomeadamente Japão e Argentina.

No encontro com a imprensa, o fundador do Sónar Barcelona, Enric Palau, recordou que a matriz do festival foi sempre a da experimentação, no cruzamento entre arte e tecnologia, e elogiou a adaptação do evento à realidade portuguesa, numa edição que propõe “um safari por Lisboa”, dado que os quatro espaços distam vários quilómetros entre eles.

Na semana passada, a organização do festival anunciou que o acesso ao Sónar+D será gratuito para “estudantes portugueses de todo o território continental e ilhas, e de qualquer nível de ensino, mediante apresentação do cartão de estudante na entrada do Hub Creativo do Beato”.

Além disso, “os estudantes terão também um desconto nos bilhetes de acesso à programação musical”, e, “no último dia do festival, as portas do Sónar+D abrem-se à cidade, com entrada gratuita, sujeita à lotação”.

A programação completa das várias componentes do Sónar Lisboa, bem como informações sobre os vários tipos de bilhetes disponíveis e acesso às várias iniciativas, pode ser consultada em www.sonarlisboa.pt.

Festival Sónar Lisboa quer ser montra do “timbre cultural” português

A primeira edição do festival Sónar Lisboa, que começa na sexta-feira, conjugando música, arte visual e tecnologia, pretende ser “uma grande montra” de um “timbre cultural que é único no mundo”, disse à jornalista Sílvia Borges da Silva, da Lusa, o promotor João Menezes.

O Sónar é um festival que alia música eletrónica, cultura e tecnologia, aconteceu pela primeira vez em 1994, em Barcelona, Espanha, e já teve edições noutros países, nomeadamente Japão e Argentina, e chega agora a Portugal, para três dias de concertos, exposições e debates sobre indústrias criativas, inovação e ciência.

Segundo João Menezes, estima-se que o contributo económico desta primeira edição para a cidade de Lisboa seja de oito a 15 milhões de euros, sendo esperados cerca de 30.000 espectadores entre sexta-feira e domingo, para uma programação cultural com 70 atuações e concertos, exposições e conversas, com mais de uma centena de artistas e convidados.

O Sónar Lisboa, “o primeiro grande festival pós-pandemia”, estará repartido pelo Centro de Congressos de Lisboa, o Coliseu dos Recreios, o Pavilhão Carlos Lopes e o Hub Criativo do Beato, onde a organização teve um encontro com a imprensa.

“Lisboa tem uma conjugação de factores ótima para pôr em diálogo esses universos da arte, da tecnologia e da ciência. O grande legado pode ser esse e depois servir de montra de Portugal para o mundo, do nosso timbre cultural que é único no mundo. Seremos uma grande montra, muito orgulhosos dessa nossa textura cultural para o mundo”, afirmou João Menezes à Lusa.

Segundo o promotor, mais de 60% dos bilhetes vendidos foram para fora de Portugal, sendo esperados espectadores de mais de 60 nacionalidades. Na produção desta primeira edição, “estão a trabalhar 700 pessoas, entre as quais 10 ucranianos refugiados”, disse.

No encontro com a imprensa, o fundador do Sónar Barcelona, Enric Palau, recordou que a matriz do festival foi sempre a da experimentação, no cruzamento entre arte e tecnologia, e elogiou a adaptação do evento à realidade portuguesa, numa edição que propõe “um safari por Lisboa”, dado que os quatro espaços distam vários quilómetros entre eles.

No encontro com a imprensa estiveram presentes alguns dos artistas convidados e ainda a secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques, e o presidente da câmara de Lisboa, Carlos Moedas, que disse que o Sónar Lisboa simboliza aquilo que pretende para a capital, cruzando Inovação e Cultura.

Segundo João Menezes, o programa de atuações à noite, o “Sónar by Night”, de sexta-feira, está esgotado, assim como o programa de dia, “Sónar by Day”, de sábado. Os passes também estão esgotados.

Está garantida uma edição do Sónar Lisboa para 2023, ainda sem data para anunciar. O mote central desta primeira edição é a sustentabilidade, atravessando as vertentes de programação musical, das experiências audio_visuais, da arte digital e das conversas sobre o futuro.

A programação musical, inclui mais de 70 concertos e atuações, entre os quais Arca, Bicep, The Blaze DJ, Charlotte de Witte, Dixon, Pongo, Eu.Clides, IAMDDB, Enchufada Na Zona, Floating Points, Richie Hawtin, Nina Kraviz, DJ Marfox e Thundercat.

DJ Shadow cancelou a atuação que chegou a estar anunciada para esta primeira edição. As conferências do Sónar+D acontecem todos os dias do festival, entre as 12:00 e as 18:30, “tendo como tema central a Sustentabilidade e Direitos Humanos”, e contarão com nomes como Trevor Paglen e Kate Crawford, que têm trabalhado na área da inteligência artificial, Bas Grasmayer, da plataforma comunitária COLORS, e a bióloga Filipa Bessa, especialista em poluição marinha.

A programação do Sónar+D inclui também exposições, que abordam temas como as alterações climáticas, preservação dos recursos naturais, inteligência artificial e suas implicações éticas, desinformação, algoritmos e meios de comunicação social.

A terceira componente do Sónar+D, a dos espetáculos AV, “experiências musicais ao vivo que surgem da interação entre criatividade, música, tecnologia e inovação”. O festival contará, por exemplo, com a peça sonora imersiva “Nati Infi_niti”, assinada pelo músico italiano Alessandro Cortini, que integra os Nine Inch Nails; com o projeto “Casulo – Still Free”, de realidade virtual do pintor Francisco Vidal; e com “Wetland”, de Cláudia Martinho, “uma experiência de escuta imersiva” do ecossistema do Tejo. Toda a programação pode ser consultada em www.sonarlisboa.pt. Segundo a organização, é obrigatório o uso de máscara nos espaços do festival.

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