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Y com espetáculos na Covilhã e em Castelo Branco

Escrito por em 05/04/2022

A 18.ª edição do “Y – Festival de Artes Performativas” arranca no dia 13 de abril e prolonga-se até 17 de junho, com a apresentação, na Covilhã e em Castelo Branco, de espetáculos que cruzam diferentes áreas artísticas.

O evento volta a ser organizado pela Quarta Parede e, este ano, terá uma direção artística partilhada, a cargo de Sílvia Pinto Ferreira e de Rui Sena.

Na edição em que completa 18 anos, o festival mantém a aposta num programa “diversificado de espetáculos, que cruzam dança, teatro, performance e música”, como apontou Sílvia Pinto Ferreira, na conferência de imprensa de apresentação do evento.

A diretora artística detalhou que são espetáculos de “artistas jovens que se encontram em plena afirmação dos seus, já reconhecidos, percursos”, seguindo assim a estratégia de apresentar novos criadores ao público.

“A cada edição, tentamos fazer um trabalho que, cada vez mais, aproxime o festival dos públicos reais”, frisou. Garantiu ainda que, a “irreverência” que sempre caracterizou o “Y – Festival de Artes Performativas” continua a existir, andado agora de mãos dadas com a “maturidade” conferida pela longevidade. “Não queremos um festival acomodado”, afirmou.

Segundo referiu, será também mantida a componente do “Y Públicos”, que conta com atividades em que se tenta colocar diferentes públicos a participar em algumas atividades, “contribuindo para a sua literacia artística e para o envolvimento com as artes”.

Uma abordagem que a vereadora da Cultura na Câmara da Covilhã, Regina Gouveia, também destacou, tendo ainda frisado o facto de este festival ter o “dom de formar e educar públicos para a inovação e criatividade”.

Lembrando que a Covilhã foi classificada pela UNESCO como Cidade Criativa na área do ‘design’ e que é importante apostar que essa criatividade existe em todas as áreas das artes e da cultura, Regina Gouveia sublinhou o exemplo do Festival Y.

A programação arranca no dia 13 de abril, no Teatro Municipal da Covilhã, com o concerto “The Ever Coming – Cosmophonia”, de Dada Garbeck, que reúne música experimental, influências do jazz, da música erudita, música sacra e de tradição oral. “Será sobretudo um concerto composto por sopros, vozes e sintetizadores”, acrescentou Sílvia Pinto Ferreira.

A 28 de abril, no auditório do Teatro das Beiras, subirá ao palco “Fogo Lento”, de Constanza Givone, um espetáculo que convida a “saborear uma viagem gastronómica, entre o teatro e a performance”.

No dia 4 de maio, no auditório do Teatro das Beiras, a artista Inês campos apresentará “Coexistimos”, uma produção que reúne dança, teatro e manipulação objetos e que convida a refletir sobre a questão de se ser um e de se querer ser tantos.

“Dança sem Vergonha” de David Marques, será apresentado no Teatro Municipal da Covilhã, dia 25 de maio, sendo este um espetáculo que “partilha diferentes dimensões do trabalho coreográfico do autor”.

Segue-se, no dia 3 de junho, no auditório do Teatro das Beiras, a apresentação de “Encuentros” de Denis Santacana, um bailarino e coreógrafo espanhol que chega ao festival através do projeto de internacionalização “Do Outro Lado”.

O festival encerra com duas apresentações – uma na Covilhã outra em Castelo Branco – do espetáculo de teatro “Turma de 95”, de Raquel Castro. Neste trabalho, a autora e intérprete pegou numa fotografia da sua turma escolar de 95 e foi encontrar os antigos colegas, tendo criado a dramaturgia desse confronto entre as memórias e o tempo atual.

A apresentação da Covilhã é no dia 15 de junho no Teatro Municipal e em Castelo Branco será no dia 17 de junho na Fábrica da Criatividade. Todos os espetáculos são apresentados às 21:30, o preço do bilhete varia de acordo com a sala.

O orçamento global desta edição ronda os 100 mil euros, contando com financiamento da Direção Geral das Artes e das Câmaras da Covilhã e de Castelo Branco.


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