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Reabilitação do Ateliê António Carneiro concluída em 2023

Escrito por em 04/04/2022

As obras de reabilitação do edifício do Ateliê António Carneiro, na freguesia do Bonfim, no Porto, arrancaram hoje e visam transformar o espaço numa nova estação do Museu da Cidade, que deverá estar concluída no início de 2023.

Numa nota publicada na sua página oficial, a Câmara do Porto adianta hoje que a intervenção visa transformar o espaço numa nova estação do Museu da Cidade. A empreitada, a cargo da empresa municipal GO Porto, prevê a recuperação da traça original, que data os anos 1920, assumindo uma “galeria principal de exposição e dois ateliês com as condições técnicas necessárias à sua nova utilização”.

Fruto de um investimento de 648 mil euros, o espaço intervencionado, que conta com mais de 500 metros quadrados, inclui também um jardim, um terraço e um pátio. “Todas as fachadas, tanto do próprio edifício como dos muros que delimitam o jardim e o pátio, vão ser preservadas, assegurando a conservação dos elementos arquitetónicos que o caracterizam e a imagem urbana desta zona da cidade”, observa a autarquia.

Com a reabilitação, o ateliê vai passar a ter um espaço de receção, uma bilheteira e três acessos, que podem ser usados como entrada, “potenciando a acessibilidade e usufruto do local”. A obra tem um prazo de execução de 300 dias, devendo estar concluída no final de janeiro de 2023.

O Ateliê António Carneiro é uma das 17 estações do projeto pensado pelo diretor artístico, Nuno Faria, para o Museu da Cidade do Porto, que se estende desde o Parque da Pasteleira, a oriente, à Bonjoia, a ocidente.

Construído na década de 1920, o ateliê de António Carneiro e do seu filho, Carlos Carneiro, está encerrado ao público “há alguns anos”, nota a página oficial do Museu da Cidade do Porto, acrescentando que o espólio do ateliê é composto por cerca de três centenas de obras, como autorretratos, retratos da família e pinturas marinhas, de interiores de igreja e de panorâmicas da cidade do Porto.

A página do Museu da Cidade do Porto destaca ainda que o arquiteto Camilo Rebelo é responsável pelo projeto de reabilitação que tem como objetivo “recuperar a traça e o uso originais”. “Neste projeto sobressaem, por um lado, os dois ateliês de pintura como espaços centrais, e, por outro, a dotação das características programáticas e técnicas que permitem voltar a abrir o espaço ao público”, salienta o Museu da Cidade, observando que a intervenção pretende recuperar e qualificar a “tipologia tradicional de ateliê de pintura com luz do norte”.


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