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Artistas no Palácio: Joana Vasconcelos encerra “com chave d’ouro”

Escrito por em 04/04/2022

O Presidente da República elogiou hoje a obra “em grande” de Joana Vasconcelos, considerando que tem contribuído “para o prestígio de Portugal”, e agradeceu a sua participação no encerramento do programa “Artistas no Palácio de Belém”.

“Terminamos hoje um ciclo com chave d’ouro”, afirmou o chefe de Estado, no Palácio de Belém, em Lisboa, perante Joana Vasconcelos, que nesta sessão falou do seu percurso artístico com alunos da Escola Secundária Ibn Mucana, no concelho de Cascais, distrito de Lisboa.

Marcelo Rebelo de Sousa explicou que lançou a iniciativa “Artistas no Palácio de Belém” para que “jovens de todo o país” tivessem oportunidade de “ouvir os grandes artistas, os grandes inventores, os grandes artífices do génio nacional no domínio das artes plásticas”.

Sobre Joana Vasconcelos, artista plástica nascida em 1971 conhecida pelas suas esculturas de grandes dimensões, o Presidente da República disse que começou “logo em grande”, com “sucesso imediato lá fora – cá dentro, obviamente, mas lá fora brutal, ultrapassou o sucesso cá dentro”.

“Por várias vezes brilhou na Bienal de Veneza”, prosseguiu o chefe de Estado, que atribuiu à artista “uma qualidade fundamental, para portugueses muito rara, que é uma autoestima ilimitada”.

Joana Vasconcelos observou: “Ainda bem”. Marcelo Rebelo de Sousa concordou: “Ainda bem, se não, não criava em grande. Ela quando cria é em muito grande. Foi em grande que criou no Palácio de Versailles, e foi a primeira a fazer isso em Versailles, não sei como é que ela conseguiu, mas conseguiu isso, e teve gente, gente, gente a ver”.

Segundo o Presidente da República, nas suas criações “junta elementos que vêm do espiritual, da alma portuguesa, com coisas do dia a dia”, pega em “objetos teoricamente utilitários” e “recria-os para serem muito mais do que isso”.

“E depois, como é em grande, esmaga. E isso tem sido muito bom para o prestígio de Portugal, muito, muito, muito bom, não só porque ela é conhecida para além de todas as fronteiras, como é conhecida por aquilo que há de melhor que nós podemos dar ao mundo no domínio que escolheu como sua vocação. Portanto, é chave d’ouro”, concluiu.

Marcelo Rebelo de Sousa pediu uma salva de palmas para a artista e exortou os alunos a serem à sua maneira “o equivalente noutros domínios” ao que Joana Vasconcelos representa nas artes plásticas.

Em maio de 2017, durante a sua visita de Estado ao Luxemburgo, o Presidente da República inaugurou numa catedral uma exposição da peça “Coração Independente Vermelho” de Joana Vasconcelos.

Em fevereiro de 2020, em visita de Estado à Índia, inaugurou outra peça da artista, uma escultura em ferro forjado em forma de bule de chá, no Museu Nacional, em Nova Deli.

O programa “Artistas no Palácio de Belém” teve início há dois anos e foi interrompido devido à pandemia de covid-19, tendo sido retomado em fevereiro deste ano. Contou com a participação, entre outros, de Fernanda Fragateiro, Graça Morais e Pedro Cabrita Reis.

Anteriormente, o chefe de Estado promoveu iniciativas com um formato semelhante com escritores, cientistas, jornalistas e desportistas.


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