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Arquipélago inaugura exposição Transformatório

Escrito por em 23/03/2022

O Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas dos Açores inaugura no próximo sábado a exposição “Transformatório – Themlitz & Companhia”, de Susanne Themlitz, que durante os próximos nove meses vai receber vários contributos, tornando-se um “corpo autónomo”.

Em declarações ao jornalista Rui Paiva, da Lusa, a artista explicou que o projeto vai ocupar as caves do Arquipélago e receber os contributos de várias pessoas ao longo dos próximos meses. “Nesse caso não é um laboratório, mas pensei que poderá ser um Transformatório porque o próprio corpo se transformará nos próximos meses. Vai ficar uma coisa quase autónoma em crescimento. É quase como se essas caves fossem como uma estufa”, afirmou.

Susanne Themlitz avança que “não vão ser apenas artistas” a colaborar com o projeto. “São contextos muitos diferentes”, assinala, acrescentando que “podem ser qualquer coisa”: “crianças”, “jovens”, “cientistas”, “antropólogos”, “músicos”, “pessoas que trabalham com os audiovisuais”, “artesões”, “dançarinos” ou “vendedores de automóveis”.

“Gostei muito da ideia de as pessoas serem ligadas à própria ilha e aos próprios Açores. O trabalho decorre de uma forma quase imprevisível, como um corpo que poderá e vai crescer de uma forma que ainda não sabemos como vai acontecer”, assinalou.

A exposição, segundo Themlitz, procura refletir sobre a “mudança”, sobre a “memória”, a perceção” e a “forma como as coisas se alteram”, numa dinâmica influenciada pelas próprias ilhas açorianas.

“Há um elemento muito presente, embora não tão óbvio nessa instalação, que é a parte do momento, que tem muito a ver com o estamos aqui numa ilha vulcânica que ficou estagnada a certa altura e as coisas começaram a crescer e a viver”, destacou.

E acrescentou: “São os elementos da estagnação, em que a partir desse momento se criam outras coisas. Todo este fenómeno que aqui sentimos fortemente nos Açores está muito presente na instalação. É muito à volta deste olhar”.

Susanne S. D. Themlitz nasceu em Lisboa em 1968 e o seu trabalho tem sido incluído em exposições coletivas de instituições e galerias nacionais e internacionais, como a Galeria Alex Serra (Colónia, 2022) ou a Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa, 2021, 2016, 2012, 2004). A exposição vai ser inaugurada no Arquipélago, na Ribeira Grande, em São Miguel, no próximo sábado às 16:00 locais (17:00 em Lisboa).


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