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Fotógrafo inicia percurso Barca D’Alva – Malpica do Tejo

Escrito por em 21/03/2022

O jornalista ‘freelancer’ e fotógrafo José Luís Jorge começa, na sexta-feira, em Barca D’Alva, no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, a segunda etapa do projeto que o leva a percorrer a pé a linha de fronteira.

José Luís Jorge, de 59 anos, de Leiria, disse hoje à ao jornalista António Sá Rodrigues, da Lusa, que inicia na sexta-feira, no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, no distrito da Guarda, a segunda etapa do projeto “Linha de Fronteira: da Foz do Rio Minho à Foz do Rio Guadiana”, que ligará Barca D’Alva a Malpica do Tejo/Barragem de Cedilho, no concelho de Vila Velha de Ródão, distrito de Castelo Branco.

Entre 27 de setembro e 29 de outubro de 2021, o fotógrafo cumpriu a primeira etapa, entre a foz do rio Minho e Barca d`Alva, com cerca de 550 quilómetros. Na sexta-feira, José Luís Jorge inicia a segunda etapa, com a distância aproximada de 350 quilómetros, que prevê concluir no dia 14 de abril.

O périplo, sempre feito a pé e com alojamento nos locais de passagem, inclui 16 etapas, algumas paragens e duas palestras (uma está agenda para a Biblioteca Municipal do Sabugal). O percurso pela linha de fronteira entre Portugal e Espanha inclui as seguintes etapas: Barca d`Alva/Figueira de Castelo Rodrigo, Figueira de Castelo Rodrigo/Almeida, Almeida/Vilar Formoso, Vilar Formoso/Aldeia da Ponte (Sabugal), Aldeia da Ponte/Foios, Foios/Sabugal, Sabugal/Meimoa (Penamacor), Meimoa/Penamacor, Penamacor/Monsanto (Idanha-a-Nova), Monsanto/Termas de Monfortinho, Termas de Monfortinho/Salvaterra do Extremo, Salvaterra do Extremo/Segura, Segura/Rosmanhinal, Rosmanhinal/Monforte da Beira (Castelo Branco), Monforte da Beira/Malpica do Tejo e Malpica do Tejo/Barragem de Cedilho.

Durante o trajeto pela raia, José Luís Jorge tira fotografias, faz vídeos e conversa com pessoas que encontra no território. “Inicialmente, tinha pensado fazer o percurso de uma vez só, ou seja, começar numa ponta e terminar na outra, mas depois optei por dividir o percurso em três etapas: uma a norte do rio Douro, outra entre o Douro e o Tejo, e outra a sul do rio Tejo”, relatou.

A primeira etapa terminou em Barca D’Alva, onde o fotógrafo agora regressa, para dar seguimento ao projeto. José Luís Jorge anda sozinho e leva uma mochila às costas (com um peso aproximado de 12 quilos), para “tentar perceber o que é que significa a fronteira nos dias de hoje” e “o que significa viver na raia”.

O fotógrafo lembrou que tudo começou por a linha de fronteira, que se estende por mais de 1.300 quilómetros, numerados pelos chamados ‘Marcos de Fronteira’, lhe suscitar curiosidade “há anos”.
Segundo o responsável, o projeto “Linha de Fronteira: da Foz do Rio Minho à Foz do Rio Guadiana” tem “um duplo enfoque, reúne o passado e o presente”.

“O passado, porque certo dia descobri o ‘Livro das Fortalezas’, uma obra do início do século XVI, e fiquei entusiasmado com a possibilidade de andarilhar o mesmo percurso de Duarte D`Armas, que em 1509 /10, a mando de D. Manuel I, percorreu toda a fronteira desenhando as fortalezas do Reino de Portugal aí instaladas. Alimenta-se do presente, pois desafiava-me o desejo de entender o que significa a fronteira, agora que a integração de Portugal e de Espanha na União Europeia permite a livre circulação de pessoas e de bens”, explicou.

Desde o princípio foi sua intenção “recolher testemunhos, fazer fotografias e vídeos, documentando de forma abrangente o território raiano e as populações que nele habitam”. No final do percurso pela raia, o fotógrafo de Leiria pretende editar uma obra sobre a viagem realizada em três fases. A última e terceira etapa do projeto, com 500 quilómetros, será realizada em maio e junho.


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