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Marcello Quintanilha vence melhor livro do ano em Angoulême

Escrito por em 19/03/2022

O livro “Escuta, formosa Márcia”, do brasileiro Marcello Quintanilha, foi distinguido com o prémio de Melhor Álbum do Festival de Banda Desenhada de Angoulême, cujo palmarés da 49.ª edição foi hoje anunciado.

“Escuta, formosa Márcia”, publicado no Brasil no ano passado pela editora Veneta, conta a história de Márcia, habitante numa favela e enfermeira num hospital do Rio de Janeiro. Marcello Quintanilha, nascido no Brasil em 1971 e a residir em Espanha, publica histórias de banda desenhada desde finais dos anos 1980, as primeiras ainda com o pseudónimo Marcello Gaú.

Publicou a primeira novela gráfica, “Fealdade de Fabiano Gorilla”, em 1999, seguindo-se, entre outros livros, “Sábado dos meus amores” e “Almas públicas”. Na 49.ª edição do Festival de Banda Desenhada de Angoulême, que terminou hoje, o prémio Revelação foi atribuído a “La vie souterraine”, da francesa Camille Lavaud Benito.

Anteriormente tinha sido anunciado que o Grande Prémio do festival seria atribuído à canadiana Julie Doucet. Natural do Quebeque, a autora de BD, com 56 anos, tornou-se na quarta mulher a inscrever o seu nome neste palmarés, recompensada pelo conjunto da obra, essencialmente composta por fanzines em que dá livre curso a uma estética ‘punk’ e uma “imaginação desenfreada”.

É também a primeira autora de nacionalidade canadiana a conquistar o prémio, que tem sido atribuído maioritariamente a desenhadores europeus, muitos deles franceses ou belgas. Julie Doucet é sobretudo conhecida pelas fanzines que assina há três décadas, intituladas “Dirty Plotte”, num estilo descrito como expressionista, ou mesmo ‘trash’, recentemente reunidos num só volume em edições em inglês, espanhol e francês.


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