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Maia Compact Records Fest celebra 25 anos

Escrito por em 18/03/2022

O Complexo de Ténis da Maia vai receber, entre hoje e domingo, o Maia Compact Records Fest, que vai assinalar os 25 anos da empresa que dá nome ao evento, com concertos de O.M.D., dEUS e Human League, entre outros.

O Maia Compact Records Fest arranca hoje, com Herman José, Human League, The Gift e os DJ da discoteca Batô. No sábado, atuam Orchestral Manoeuvres in the Dark, UHF, Táxi e The Last Internationale.

No último dia do festival, atuam no evento Editors, dEUS, Mão Morta e The Legendary Tigerman. O passe de três dias custa 90 euros, enquanto os bilhetes diários valem 35 euros para cada um dos primeiros dois dias e 40 euros para domingo. Esta semana, a organização indicou que iria ceder “a receita total da venda dos últimos 1.000 passes de três dias a instituições e IPSS que estão a prestar apoio aos refugiados da guerra na Ucrânia”.

A importação de discos para Portugal começou “por brincadeira”, mas a Compact Records transformou-se numa das principais empresas de distribuição de música em Portugal e, 25 anos depois, quer continuar a “levar o nome da Maia ao mundo”.

“Quando entro no negócio, em 1997, aí já estava um bocado mau, mas, no início dos anos 1990, qualquer pessoa vendia música, percebesse ou não percebesse. A procura era maior do que a oferta. Isto foi mudando, já era preciso começar a perceber um bocado de música para se vender. Depois já foi preciso perceber um bocado de negócio para se vender”, contou este mês à Lusa Abílio Silva, dono e fundador da Compact Records, sediada na Maia, no distrito do Porto.

Lembra-se de, no início, arranjar o “Lindy’s Party”, de The Bolshoi, um “disco histórico que estava descatalogado. Foi, se calhar, a primeira grande venda”. Seguiram-se outras importantes, como os Muse, que “a editora achava que não valia nada”, quando a Compact Records os começou a trazer para Portugal.

Do circuito que criou junto de pequenas lojas, saltou para gigantes como a FNAC ou a Virgin. Viu o seu trabalho reconhecido até mesmo pelos artistas, como foi o caso de Dave Matthews Band, que mandou um ‘email’ a dar os parabéns à empresa quando chegou a Portugal, para dar um concerto no então batizado Pavilhão Atlântico, e viu a discografia toda à venda na FNAC, numa altura em que a banda não vendia em nenhum país europeu devido a um litígio.


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