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Encontros “Poética da palavra” regressam à Casa das Artes de Famalicão

Escrito por em 17/03/2022

O texto, a palavra, a voz e o trabalho de ator, enquanto essência da arte milenar do teatro, são a proposta artística dos encontros “Poética da palavra”, que têm início no dia 23, na Casa das Artes de Famalicão.

Trata-se de quarta edição da iniciativa com que “pretende evidenciar aquele universo de elementos cúmplices” que “entende como a essência, a ontologia do teatro”, segundo a informação divulgada pela Casa das Artes.

Destacar a “interpretação, a relação entre técnica, sentimento íntimo e subjetivo de convicção criadora e a consolidação da personagem, como um processo indissociável de um exigente trabalho pessoal, que é físico e de estudo profundo e inesgotável”, são também objetivos da iniciativa.

Os encontros de teatro começam no dia 23, com o espetáculo “Ninguém”, de António Capelo, do Teatro do Bolhão, naquele que é o primeiro monólogo do ator, com mais de 45 anos de carreira, que utiliza a sua vida pessoal para questionar a sua própria profissão.

Nos dias 26 e 27, Sara Barros Leitão, através da sua estrutura, Cassandra, apresentará “Monólogo de uma mulher chamada Maria com a sua Patroa”. Trata-se de uma criação original, escrita, encenada e interpretada pela atriz, a partir de um processo de investigação sobre o Serviço Doméstico em Portugal.

A 1, 2 e 3 de abril, estreia-se a leitura encenada “Quem matou o meu Pai”, de Édouard Louis, pelo Teatro Nova Europa. O texto relata o reencontro possível entre pai e filho, sob o pano de um cenário de poder político responsável por condenar, a uma morte precoce, o operariado e as classes sociais mais baixas da sociedade.

Ainda nos dias 1 e 2 de abril, estrear-se-á “FábulaMãe”, de Teresa Arcanjo/Grua Crua, que, nas palavras da encenadora e atriz do projeto, consiste na “conquista de um espaço que quer ter e ocupar no teatro enquanto criadora”.

“Língua de Cão e Litania” por Pedro Frias/Assédio Teatro, é a proposta para 08 de abril. A partir da situação criada pelo primeiro confinamento devido à pandemia de covid-19, “as ruas desertas e o silêncio ensurdecedor das ruas desertas” fizeram com que Francisco Luís Parreira propusesse uma reflexão acerca do homem na sua posição terminal.

A 9 de abril, é apresentado “Um Fio de Jogo”, da Narrativensaio-AC, um monólogo com texto de Carlos Tê, sobre o fenómeno do futebol e os seus pequenos mitos que contribuíram para a implantação desta modalidade a nível planetário, como desporto de massas que extravasa a própria condição desportiva.

No fim de cada noite de apresentação, o público terá uma conversa com os atores que protagonizam cada projeto teatral, de modo a poder conhecer o trabalho, concreto, sobre o texto, a palavra e a sua relação com o corpo (que lhe dá voz), assim como sobre o processo de construção de cada personagem.

A “Poética da Palavra”, que decorre até 09 de abril, propõe ainda três mesas-redondas sobre Dramaturgia, Encenação, Teatro e Educação Artística, em que participam Luís Mestre, Carlos Costa, Ivo Saraiva e Silva, Jorge Palinhos, João Castro, Sílvia Pinto Ferreira, Magda Henriques, Cristina Carvalhal, Helena Machado, Sílvia Correia, António Capelo, e David Antunes. A iniciativa “Poética da Palavra” – Encontros de Teatro teve a primeira edição em 2018.


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