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CCCM prepara roteiro sobre arte asiática em Lisboa

Escrito por em 11/03/2022

O Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM), em Lisboa, está a preparar um roteiro de arte asiática que poderá abranger 14 museus de Lisboa e que pretende que esteja pronto em maio, anunciou hoje a presidente do centro.

“Apresento-vos um projeto que temos em mãos, que é a criação de um roteiro, em Lisboa, para quem tem interesse em arte relacionada com a Ásia. Contactámos todos os museus que têm coleções ou peças relevantes e estamos a criar o Circuito Asiático”, disse Carmen Amado Mendes, na abertura de uma conferência sobre Macau que decorre até sábado em Lisboa.

Para a responsável, trata-se de “um projeto de grande interesse, pois para além de ser um meio para divulgação de arte asiática em Portugal, também pode contribuir para o aumento do fluxo de visitantes aos museus presentes no roteiro”.

Em declarações à jornalista Filipa Parreira, da Lusa, o diretor do museu, Rui Dantas, explicou que foram contactadas 14 instituições da cidade, como o Museu Nacional de Arte Antiga, o Museu Nacional de História Natural, o Museu do Dinheiro, o Museu do Oriente, o Museu Nacional do Traje, a Casa-Museu Medeiros e Almeida, mas também outros espaços como o Jardim Botânico Tropical, que tem uma zona dedicada a Macau, ou o Palácio Nacional da Ajuda.

O diretor disse que a intenção é que o roteiro esteja pronto em maio, mas não pode ainda garantir uma data, uma vez que ainda não recebeu resposta dos museus que são dependentes da Direção-Geral do Património Cultural.

A ideia, explicou, é fazer um panfleto com um mapa da cidade e a localização dos museus abrangidos, bem como “uma informação sucinta do que se pode ver em cada um”, e criar também uma página eletrónica com toda essa informação.

Existe também a ideia de permitir que quem visitar um museu possa ter um desconto nos museus subsequentes, mas esta questão ainda não está confirmada, porque requer a aprovação da Direção-Geral do Património Cultural.

Rui Dantas explicou que o roteiro é dedicado a quem se interesse pela temática da Ásia, permitindo juntar informação sobre o que estes museus têm nas suas coleções e também mostrar a complementaridade das coleções, para que se consiga, numa visita por este circuito, “ter uma visão abrangente da arte chinesa nas coleções portuguesas”.

Na sua apresentação de hoje, Carmen Amado Mendes referiu ainda outro projeto do CCCM, que é a criação de uma rede de arquivos digitais – a Portuguese Asian Digital Archives Network -, que visa “dar a conhecer e facilitar o acesso, a investigadores e estudantes, a materiais históricos dos arquivos fundamentais sobre a longa e contínua história das relações de Portugal com a Ásia”.

“O acesso digital a esses materiais permitirá promover um estudo mais amplo e profundo dos intercâmbios que tiveram lugar ao longo dos séculos, assumindo-se como um meio de incrementar a investigação e a partilha de conhecimento a nível nacional e internacional, sobre a história das relações entre a Europa e a Ásia”, explicou.

A conferência sobre Macau que hoje começou no CCCM e termina no sábado, é a primeira de três “conferências de primavera” que o centro organiza, sendo as próximas sobre a China, no dia 28 de março, e a Ásia, em 18 de abril.


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