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Banda Filarmónica de Grândola atua contra a guerra

Escrito por em 11/03/2022

Um grupo de 45 músicos da Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense (SMFOG) vai atuar, este domingo, junto ao Mural do 25 de Abril, em Grândola, numa iniciativa solidária para com o povo ucraniano e contra a guerra.

A ação é promovida pela SMFOG, uma das coletividades mais antigas do concelho de Grândola, no distrito de Setúbal, que explicou hoje que o objetivo passa por mostrar “repúdio pela guerra na Ucrânia” e “solidariedade para com o povo ucraniano”.

No evento, que vai ter lugar junto ao Mural do 25 de Abril, na Praça da Liberdade, na vila alentejana, os promotores pretendem juntar “45 elementos” da banda filarmónica da sociedade. A partir das 12:00, os músicos vão tocar o hino da SMFOG, a música “Grândola, vila morena” e os hinos nacionais da Ucrânia e de Portugal.

“É uma mensagem de apelo à paz e de repúdio por esta guerra sem justificação que está a destruir um país quase por completo” e “a destruir e a separar famílias”, disse à agência Lusa o presidente da direção da SMFOG, Luís Vital Alexandre.

O dirigente da coletividade indicou que esta guerra ‘toca’ particularmente um dos músicos da banda filarmónica, que é de nacionalidade ucraniana e “tem a filha, o neto de 10 meses e o genro” ainda naquele país, invadido pela Rússia a 24 de fevereiro.

“Qualquer grito de revolta contra esta guerra será sempre pouco, mas, por mais insignificante que possa parecer este gesto, esperamos que a união de pequenas iniciativas tenham o seu resultado”, argumentou.

O símbolo oficial da iniciativa “será o cravo”, por representar “a revolução do 25 de Abril em Portugal”, mas, neste caso, amarelo, “uma das cores da bandeira Ucraniana” e também “da fita que os combatentes ucranianos e internacionais utilizam nos braços”, referiram os promotores, em comunicado.

Segundo o responsável, além desta iniciativa, a SMOFG está a recolher “material médico para enviar para a Ucrânia”, para “acudir às centenas ou milhares de feridos desta guerra”. A partir de hoje e até domingo, inclusive no local onde vai decorrer a atuação, “as pessoas podem entregar estes bens, uma vez que qualquer ajuda é pouca”, apelou a sociedade.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que, segundo as autoridades de Kiev, já fez mais de 2.000 mortos entre a população civil. Os ataques provocaram também a fuga de mais de 1,7 milhões de pessoas para os países vizinhos, de acordo com a ONU. A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.


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