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Loulé recebe estreia de “Cochinchina”

Escrito por em 13/01/2022

O Cineteatro Louletano vai acolher, no sábado, a estreia da peça de teatro “Cochinchina”, de Sandra Barata Belo, que faz uma adaptação livre da obra de Afonso Cruz “Princípio de Karenina”.

Com banda sonora original de Samuel Úria, “Cochinchina” é a terceira obra de uma “trilogia de cartas de amor e morte que Sandra Barata Belo iniciou com ‘Morreste-me’, de José Luís Peixoto, estreada em 2013, seguindo-se ‘Carta de uma Desconhecida’, de Stefan Zweig, estreada em 2015”, precisou a promotora.

Sandra Barata Belo fez a adaptação destas obras para teatro e encena agora a peça final da trilogia, que conta com os atores Vítor d’Andrade, Margarida Vila-Nova e Patrícia André no elenco, destacou a organização, num comunicado, frisando que Samuel Úria entrou no projeto a convite da autora e criou seis músicas originais para o projeto.

“Estas obras literárias, adaptadas por Sandra Barata Belo para o teatro, ligam-se formalmente por serem cartas que falam de amor e de morte, constituindo, com Cochinchina, uma trilogia que fala, com inquietude, destes sítios aparentemente estáveis onde se guarda o passado, onde o presente é frágil e mal se sente”, pode ler-se no comunicado.

A obra aborda a “dualidade” que marca a vida de um homem, “entre o que está dentro da sua porta e para além dela” ou o que o “inibe ou fascina” no estrangeiro, refere a sinopse. “Até ao dia em que uma empregada da Cochinchina vem trabalhar para sua casa e quebra com todas as fronteiras criadas, primeiramente pelo pai e depois por ele. A partir daqui, há uma luta constante entre o amor e a desilusão, a coragem e a cobardia, entre ir ou ficar, e estranhamente está tudo certo”, acrescentou.

Já no “fim da sua vida, quando não há mais para adiar, restando-lhe apenas a morte, parte para o oriente em busca de uma filha que nunca o irá conhecer e escreve-lhe uma carta, revelando a sua história, que é também a base do nosso Portugal, em contrários e com os seus antónimos”.

Classificada para maiores de 12 anos, a peça vai ter em Loulé a primeira de uma “série de apresentações pelo país, que contará com passagem no Teatro Meridional, em Lisboa, a partir de 10 de fevereiro”.

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