Festival de Guitarra de Guimarães em edição online

Escrito por em 03/07/2021

A sétima edição do Festival Internacional de Guitarra de Guimarães (FIGG), que será quase toda transmitida por via digital, arranca segunda-feira e estende-se a dezembro com concertos, ‘masterclasses’, conferências e um concurso internacional.

“Através da presença online, o festival promete chegar a mais pessoas e nacionalidades. Também ponderamos fazer ‘masterclasses’ presenciais, mas só em outubro e caso a situação pandémica o permita”, descreveu à jornalista Paula Teixeira, da Lusa, o diretor artístico do FIGG, Nuno Cachada.

Após um ano de paragem, devido à pandemia da covid-19, este festival que tinha por hábito desenrolar-se presencialmente quer nos palcos, quer em locais improváveis e históricos da cidade de Guimarães, decorrerá este ano com recurso ao online.

O FIGG começa segunda-feira com a atuação da madrilena Margarita Escarpa, uma artista “reconhecida pela crítica como uma das grandes intérpretes de guitarra clássica da atualidade” que trabalhou com artistas como David Russell, vencedor de um Grammy em 2005 como melhor solista instrumental em música clássica.

A organização destaca também o regresso ao FIGG de Dejan Ivanovich, solista nascido na Bósnia-Herzegovina ligado à Universidade de Évora, que venceu o Certame Internacional de Guitarra Francisco Tárrega, em Benicasim, em Espanha.

Segundo Nuno Cachada, o cartaz do FIGG 2021 integra igualmente “vários nomes de artistas nacionais e internacionais em emergência”, nomeadamente “artistas reconhecidos pela Eurostrings, uma plataforma que reúne 18 festivais de guitarra clássica do continente europeu, incluindo o de Guimarães, que é o único português associado”.

Entre os internacionais estão Cheng Shi (China), François-Xavier Dangremont (França), Kevin Loh (Singapura) e Álvaro Miranda (Costa Rica). “Também há nomes lusos em emergência”, sublinhou o diretor artístico do FIGG, destacando o sexteto dos solistas da Orquestra Portuguesa de Guitarras e Bandolins que preparam uma atuação com dois bandolins, uma bandola, duas guitarras clássicas e um contrabaixo, e o duo Baltar-Cassola que, com uma guitarra clássica e uma guitarra portuguesa, vão protagonizar o concerto “No labirinto de Paredes” que homenageia a música portuguesa, particularmente Carlos Paredes.

Já o “jovem talento” francês Louison Petit vai atuar como vencedor do 6.º Concurso Internacional de Guitarra “Cidade de Guimarães” (na categoria F – sénior) que decorreu em 2019. O FIGG terá vários “palcos” ‘online’, um deles com o nome “Remember” – em português “recordar” – que se destina a iniciativas de edições anteriores, como o concerto do duo Kontaxakis-Ivanovich, ou as conferências “Música como janela para o cérebro” do neurocientista vimaranense Tiago Gil Oliveira e “Descascando a guitarra mágica de Eurico Cebolo” de Aires Pinheiro.

A edição deste ano terá cinco novas conferências, uma vertente do FIGG que visa “explorar a multidisciplinaridade da música, a relação música e mente, a aprendizagem musical ou a própria história da construção de instrumentos musicais”.

São oradores os músicos Tiago Cassola e Eduardo Baltar Soares, a professora universitária brasileira Beatriz Ilari, a médica Mafalda Sousela, bem como o guitarrista e professor universitário Ricardo Barceló.

Com iniciativas ao longo de cinco meses, o FIGG 2021 terá ‘masterclasses’ para alunos do ensino artístico especializado e a reedição do Concurso Internacional de Guitarra “Cidade de Guimarães” agendado para dezembro.

O FIGG, que foi criado em 2017, conta com o apoio do programa Europa Criativa, da União Europeia e da Câmara Municipal de Guimarães, e é organizado pela Sociedade Musical de Guimarães.


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