“Como perder um país” em julho na Casa das Artes de Famalicão

Escrito por em 23/06/2021

O espetáculo “Como perder um país” é a nova criação dos jovens Diogo Freitas e Filipe Gouveia, que se estreia a 1 de julho, na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão.

“Como perder um país” é o segundo espetáculo do ciclo “Democracia e os filhos dos anos 90”, da associação Movimento – Artistas Independentes, e sucede a “Democracy Has Been Detected”. Os jovens criadores alegam que “Como perder um país” é “um grito futurista que abalará conceitos político-sociais”.

A ação do novo espetáculo centra-se numa nação devastada por uma guerra civil, na qual uma duvidosa declaração de paz, que propõe suspender a democracia por seis meses, é assinada, levando dois líderes muito diferentes ao poder.

“Cabe a estes governadores escapar a destinos como os de Tróia, cavalgando por um espaço atolado de assombrações interiores e exteriores, enquanto tentam o seu melhor e pior para tomar as rédeas.

“Entretanto, um inimigo familiar e silencioso trespassa-os pelos calcanhares até ao coração, como uma flecha dos deuses que desconhece limites”, refere o texto de apresentação dos criadores sobre o espetáculo.

O primeiro espetáculo do ciclo “Democracia e os filhos dos anos 90” centrava-se na influência da tecnologia de inteligência artificial na democracia, enquanto o novo espetáculo se centra na potencialidade da manipulação, no poder, e no discurso populista, acrescentam os criadores.

“Como perder um país” é encenado por Diogo Freitas, tem dramaturgia de Filipe Gouveia e interpretação de Carlos Correia, Daniel Silva, Gabriela Leão e Joana Martins. A composição e o desenho de som são de Paulo Pires, o desenho de luz, de Pedro Abrei, e, os figurinos, de Ana Catarina Silva.

O espetáculo está em cena no Centro de Artes de Vila Nova de Famalicão até 03 de julho, com sessões às 21:30. A Momento – Artistas Independentes é uma estrutura fundada em 2017 por Daniel Silva e Diogo Freitas, com direção artística de Diogo Freitas. A Momento já levou ao palco textos de Arthur Machen, Jacinto Lucas Pires, Fernando Pessoa, Filipe Gouveia, entre outros.


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