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O realizador e ator norte-americano Dennis Berry, que privou com alguns dos nomes da ‘Nouvelle Vague’, morreu no sábado em Paris aos 76 anos, revelou o agente à AFP.
Nascido na Califórnia, Estados Unidos, em 1944, filho do realizador John Berry, Dennis Berry viveu grande parte da vida em França, onde trabalhou como ator e realizador sobretudo a partir dos anos 1970.
O último filme que assinou, “Selvagens” (2019), foi rodado em Portugal, com coprodução de Paulo Branco, elenco e equipa técnica portuguesa. Dennis Berry, ator, estreou-se no filme “A colecionadora” (1967), de Eric Rohmer, e enquanto realizador assinou a primeira longa-metragem, “O grande delírio”, em 1975, seguindo-se, sobretudo, projetos para televisão, em particular séries como “Guilherme Tell”, “Stargate Sg-1” e “Os imortais”.
Da biografia do realizador, a AFP recorda ainda que foi casado com as atrizes Jean Seberg e Anna Karina, “dois dos ícones da ‘Nouvelle Vague'” e que, como ator, interpretou papéis secundários em filmes ao lado de estrelas como Alain Delon e Jean-Paul Belmondo, e com cineastas como Rohmer, Jules Dassin, Jacques Rivette e Jacques Deray.
O filme “Selvagens”, à boleia do qual foi convidado do Lisbon & Sintra Film Festival, contou com a interpretação de Nadia Tereszkiewicz, Catarina Wallenstein, João Nunes Monteiro e Hugo Fernandes.
Escrito por TunetRádio
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