Joana Gama leva histórias de árvores a escolas

Escrito por em 05/06/2021

A pianista Joana Gama vai levar às escolas do concelho de Guimarães, durante este mês, o espetáculo “As árvores não têm pernas para andar”, com música original de João Godinho e ilustração de Francisco Eduardo, anunciou a autarquia.

Inspirado “nos espaços e circunstâncias da vida das árvores”, o espetáculo faz com que a música e as histórias se conjuguem “na companhia de um pequeno grande instrumento – o toy piano”, na apresentação em várias escolas do concelho, entre os dias 4 e 25 deste mês, no âmbito da programação de Educação e Mediação Cultural d’A Oficina, adianta o comunicado desta entidade municipal responsável pela programação e equipamentos culturais do concelho.

“A partir do momento em que são semeadas, as árvores permanecem sempre no mesmo sítio, a partir do qual se alimentam, se defendem e se reproduzem. Não são como as pessoas, que nascem num país e podem viajar ou até ir morar para o outro lado do planeta. E tal como a música difere de continente para continente, podemos encontrar árvores muito diferentes espalhadas pelo mundo: árvores que são autênticas casas, outras que movem multidões para serem admiradas, outras que produzem material que chega até à lua”, lê-se no comunicado. O concerto é dirigido a maiores de 3 anos.

O espetáculo “As árvores não têm pernas para andar” é uma coprodução d’A Oficina, Fundação Lapa do Lobo (encomenda do Projeto Alcateia), São Luiz Teatro Municipal, Teatro Municipal do Porto – Rivoli Campo Alegre e Centro de Artes e Espetáculos de Sever do Vouga, que também deverão acolher a produção. 

Além das apresentações nas escolas, a 14 e 15 de junho, na Sala de Ensaios do Centro Cultural Vila Flor, haverá sessões de trabalho com Joana Gama, destinadas aos professores, acerca do processo de construção do espetáculo.

Esta formação, que decorre das 09:30 às 12:30, é de acesso gratuito, mediante inscrição prévia através do email mediacaocultural@aoficina.pt ou do telefone 253 424 716. Nascida em Braga, em 1983, Joana Gama é uma pianista portuguesa que se desdobra em múltiplos projetos quer a solo, quer em colaborações nas áreas do cinema, da dança, do teatro, da fotografia e da música.

Doutorada pela Universidade de Évora, prossegue as suas investigações enquanto membro do Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa.

“Apesar de inicialmente ter decidido dedicar-se à música com o intuito de continuar a herança associada a uma ideia de música clássica – recitais de piano com repertório canónico – uma série de acontecimentos em cadeia foram-na desviando de um caminho que julgava ser o seu”, destaca a apresentação da pianista, divulgada por A Oficina.

Assim, nos últimos anos, além dos recitais, Joana Gama colaborou com artistas relacionados com diversas vertentes artísticas, como são os músicos, compositores, coreógrafos e cineastas como Luís Fernandes, João Godinho, Rafael Toral, Eduardo Brito, Tânia Carvalho, Victor Hugo Pontes, João Fiadeiro, João Botelho, Manuel Mozos, e coletivos como Drumming GP e Sopa de Pedra.

Nos últimos 10 anos, trabalhou o recital de piano “Satie.150” e editou dois discos – “Satie.150” e “Arcueil” -, dedicados ao 150.º aniversário do compositor francês. No ano passado levou “O livro dos sons”, do alemão Hans Otte, à Culturgest com os músicos Norberto Lobo, Helena Espvall, Bruno Álvares, Violeta Azevedo, Pedro Melo Alves e Joana Conceição, e fez a estreia de “As árvores não têm pernas para andar”, na Fundação Lapa do Lobo, em Viseu, cumprindo a primeira etapa da itinerância do espetáculo pelo país.


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