TNSC apresenta “Um século de música coral europeia”

Escrito por em 28/05/2021

O Coro do Teatro Nacional de São Carlos (TNSC) sob a direção do seu maestro titular, Giampaolo Vessella, apresenta, no sábado, no teatro lírico lisboeta, “Um século de música coral europeia”.

O concerto, às 16:00, inclui obras de Felix Mendelssohn, August Soderman e Zoltán Kodály, e conta, como solistas, com as sopranos Cecília Rodrigues e Ariana Russo, com a meio-soprano Carolina Figueiredo, o tenor Jorge Leiria e o barítono Tiago Gomes, assim como com acompanhamento com órgão por António Esteireiro.

O coro foi fundado em 1943, e tem atuado com regularidade em várias óperas levadas à cena pelo Teatro de S. Carlos. Em 2005 e 2015, participou em récitas da ópera “Billy Budd”, de Benjamin Britten, levadas à cena no Teatro de Ópera de Gènova, em Itália. Fundado sob a direção de Mario Pellegrini, tem trabalhado com maestros como João Paulo Santos, Pedro de Freitas Branco, Carlo Maria Giulini, Otto Klemperer, Alberto Zedda e Georg Solti.

O atual maestro titular, Giampaolo Vessella, estudou direção coral no Conservatório de Música Giuseppe Verdi, em Milão, Itália. De dezembro de 2016 a janeiro de 2021, foi maestro do Coro da Devlet Opera Ve Balesi, de Ancara, na Turquia, e, de janeiro de 2018 a janeiro de 2021, desempenhou as funções de orientador vocal do Coro da Rádio e Televisão da Turquia. Paralelamente, tem desenvolvido uma carreira de solista como barítono.

Em 1993, fundou o Schola Cantorum Cantate Domino, em Carbonate, Itália. Com este agrupamento, além do serviço litúrgico na igreja local de St.ª Maria Assunta, dedicou-se ao estudo da polifonia renascentista e participou em diversos concertos, festivais corais e eventos musicais. Em 1996, fundou o Coro Euphonia, também nesta cidade italiana, do qual foi diretor artístico e orientador vocal até 2006.

De janeiro de 2002 a 2016, Giampaolo Vessella dirigiu o Coro Lirico dell’Associazione Musicale Calauce de Calolziocorte, em Itália, com o qual se apresentou em mais de 140 produções operáticas tanto no seu país como no estrangeiro.

De 2006 a 2016, dirigiu o coro lírico Corale Arnatese, em Gallarate, e, de setembro de 2012 a 2015, foi o maestro do Coro Operístico de Mendrisio, na Suíça, país onde, em 2015, criou o Coro Sinfónico de Ticino.

Em junho, no dia 14, o Teatro de S. Carlos leva à cena a ópera “Ernani”, de Verdi, em versão de concerto, protagonizada pelo tenor norte-americano Gregory Kunde, sob a direção do maestro António Pirolli.

A ópera, em quatro atos, é baseada na obra “Hernani”, do francês Victor Hugo, com libreto de Francesco Maria Piave, e regressa ao palco lírico lisboeta nos dias 16, 18 e 20 de junho.
Do elenco fazem também parte Hui He, Simone Piazzola, Fabrizio Beggi, Rita Marques, Sérgio Martins e João Oliveira.

Esta ópera foi levada à cena no S. Carlos, pela primeira vez, a 1 de janeiro de 1845, protagonizada pelo tenor italiano Enrico Tamberlick (1820-1889). Desde março de 2020 que o Teatro Nacional de S. Carlos tem apresentado óperas em versão concerto. “Ermani” é a quarta apresentada nesta versão, depois de “La Wally”, em outubro do ano passado, “Rusalka”, em abril, e “Il Tabarro”, neste mês.

“Continuamos impossibilitados, pela Direção-Geral da Saúde, de utilizar o fosso de orquestra. Por essa razão, a orquestra tem de estar no palco, o que inviabiliza a apresentação de ópera encenada”, justificou o teatro.


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