Fado à janela antecipa festival Santa Casa Alfama

Escrito por em 28/05/2021

O Festival Santa Casa Alfama, que se realiza nos dias 24 e 25 de setembro, em Lisboa, promove espetáculos de “fado à janela”, de 11 de junho e 16 de julho, nos “bairros mais emblemáticos da cidade”.

“Castelo, Alfama, Terreiro do Paço, Mouraria, Graça e Bairro Alto” são os bairros que vão acolher os espetáculos de “fado à janela”, sempre pelas 17:00, a partir de 11 de junho, no início do fim de semana chave do tradicional mês das Festas de Lisboa.

A série é aberta por Conceição Ribeiro, no dia 11, no Castelo, seguindo-se, no dia 18 de junho, “o príncipe do Fado”, Artur Batalha, vencedor da Grande Noite do Fado no Coliseu dos Recreios, em 1971, que canta no “Seu” bairro, Alfama, antecedendo o “fado à janela” de Maura Airez, no Terreiro do Paço, no dia 25 de junho.

No dia 02 de julho, Jaime Dias canta no bairro da Mouraria, seguindo-se, no dia 09, Pedro Galveias, na Graça, e, finalmente, no dia 16, Natalino de Jesus, com 35 anos de carreira, no Bairro Alto.

A nona edição do festival de fado Santa Casa Alfama, em Lisboa, realiza-se nos dias 24 e 25 de setembro, e vai homenagear Carlos do Carmo, fadista que morreu no passado dia 01 de janeiro, com todos os participantes a incluir um fado do repertório do criador de “Os Putos”, nas suas atuações.

Outra homenagem no palco principal do Santa Casa Alfama, virado ao rio Tejo, é um espetáculo, no dia 25, com produção do fadista Marco Rodrigues, que gravou com Carlos Carmo “O Homem do Saldanha” (de A.C. Firmino e Tiago Machado).

Neste espetáculo vão participar Camané, Ricardo Ribeiro, Maria da Fé, Sara Correia, Paulo de Carvalho, autor de alguns temas do repertório de Carmo, e o filho do fadista, Gil do Carmo, acompanhados pelos músicos José Manuel Neto, na guitarra portuguesa, Carlos Manuel Proença, na viola, e Marino de Freitas, na viola baixo.

No ano passado, o festival, por questões de segurança, em relação à pandemia, só teve 50% da lotação, mas este ano, “respeitando as regras sanitárias, como o uso de máscara, a colocação de postos de desinfetação e porque, sendo em final de setembro, já se espera ter sido atingida a imunidade de grupo, a expectativa é que se possa atingir os 75% da lotação”, disse ao jornalista Nuno Lopes, da Lusa, o promotor Luís Montez, da organização, quando do anúncio do festival, no passado dia 20.

Luís Montez disse que o festival “é uma oportunidade de conhecer um bairro histórico da capital com a sua melhor banda sonora: o fado, género popular e transversal”. O terminal de cruzeiros é um dos palcos, onde se realizará uma exposição sobre Carlos do Carmo, em parceria com o Museu do Fado, e se exibirá na fachada um espetáculo de ‘videomapping’ sobre o criador de ““Canoas do Tejo”.

“Trem desmantelado”, “Bairro Alto”, “Fado dos Cheirinhos”, “Fado do Campo Grande”, “Fado Excursionista”, “Pontas Soltas”, “Lisboa, Menina e Moça”, desde a sua morte hino da cidade, são alguns dos êxitos de Carlos do Carmo.

Da programação do festival também já e conhecida a participação do jovem fadista Miguel Moura, que foi uma das presenças no Palco Futuro, na edição de 2020. O Festival tem uma lotação prevista de 4.000 pessoas. O preço do bilhete diário é de 20 euros e o passe para os dois dias custa 30 euros, se adquiridos até 30 de agosto. Sobem a 25 e 35 euros, respetivamente, entre 1 e 23 de setembro, e a 30 e 40 euros, do mesmo modo, nos dias do festival.


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