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    TunetRádio Cultura Primeiro

ART & TECH

Surace, MOTS e Rocket01 vencem ‘Open Call’ do Muro

today26/05/2021 4

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O argentino Juan José Surace, a dupla do Porto MOTS e o britânico Rocket01 são os vencedores da ‘Open Call’ Internacional da 4.ª edição do Muro – Festival de Arte Urbana de Lisboa, que decorre em julho.

“Atendendo ao número elevado de candidaturas – que mais do que quintuplicou desde 2019 – o júri do ‘Open Call’ internacional Artista MURO LX_21 decidiu selecionar três vencedores, mais um do que o previsto”, refere a organização do festival, num comunicado hoje divulgado.

Os três vencedores foram escolhidos de um total de 101 candidaturas, envolvendo 118 artistas, oriundos de 20 países diferentes. O argentino Juan José Surace, em “estreia absoluta em Portugal”, venceu com a proposta de intervenção “String Quartet”, que descreve como “um lugar de encontro, diálogo e compreensão entre culturas”.

A dupla MOTS, radicada no Porto, composta pelo pintor e ilustrador português Diogo Ruas e a fotógrafa polaca Jagoda Cierniak, venceu com a proposta “Florescer”, que “marca a sua estreia em Lisboa”. No projeto, a dupla “apresenta as flores Vernonia Djalonensis, Markhamia Zanzibarica, Cattleya Labiata, Sunflower, Lotus e Gerbera Daisy, originárias da Guiné, Moçambique, Brasil, Ucrânia, Macau e Cabo Verde”.

Também radicado no Porto, o britânico Rocket 01 venceu com a proposta “The world is in your hands”, “um desenho que cobre os temas do festival: ‘através de uma figura feminina forte, queria mostrar que o mundo, as suas nações, culturas e ambientes, estão realmente nas nossas mãos ao segurarmos o globo’”.

Os artistas irão fazer as suas intervenções em três empenas no bairro Casal dos Machados, na freguesia do Parque das Nações, que este ano acolhe o festival. A 4.ª edição do festival Muro, inicialmente prevista para este mês, vai decorrer entre 3 e 11 de julho.

O cartaz inclui “artistas em estreia em Portugal, bem como alguns consagrados”, que irão pintar “telas gigantes em pilares da Ponte Vasco da Gama, campos de basquetebol, empenas de prédios, atravessamentos pedonais e muros de comboio”.

A programação, além dos “já habituais workshops, concertos e visitas a pé”, inclui “uma atividade inédita: a possibilidade de visitar as novas intervenções artísticas de arte urbana do MURO LX_21 de bicicleta”.

Este ano, o festival decorre sob o mote “O Muro que nos (re)úne”: “Uma reunião provocada pela força transformadora da arte urbana na capital, que este ano fica marcada pela forte presença de artistas de graffiti”, em três as zonas da freguesia do Parque das Nações: Casal dos Machados, Avenida de Pádua e Parque Tejo.

A estas três zonas do Parque das Nações, junta-se a Gare do Oriente, “como ponto de reunião dos núcleos e das suas temáticas e como ponto de partida e de chegada de muitas das atividades propostas nesta edição”.

Aqui será possível visitar-se duas exposições: uma a solo, de Odeith, e uma retrospetiva da galeria Crack Kids. Nesta edição participam artistas como os portugueses Bordalo II, Odeith, Thunders Crew (que integra Hélio Bray, Chure Oner, Iamfromlx, Fredy Klit, Mar e Mosaik) e coletivo Rua (composto por Contra, Draw, Fedor, Oker, The Caver e Third), a colombiana Zurik e o britânico D*Face.

A programação completa do festival será anunciada em junho. O Muro – Festival de Arte Urbana de Lisboa, organizado pela Galeria de Arte Urbana (GAU) da Câmara Municipal de Lisboa, aconteceu pela primeira vez em 2016, na freguesia de Carnide (no Bairro Padre Cruz). Seguiram-se Marvila, em 2017, e Lumiar (na zona envolvente do bairro da Cruz Vermelha e da Alta de Lisboa), em 2019. Nestas freguesias da cidade, “157 artistas criaram 112 peças de arte urbana em cerca de 17 mil metros quadrados”.

Escrito por TunetRádio

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