Gala Amália realiza-se em outubro

Escrito por em 05/05/2021

Os fadistas Cuca Roseta, Katia Guerreiro (na foto de capa) e Gonçalo Salgueiro participam nas galas das comemorações do Centenário do Nascimento de Amália Rodrigues, em outubro, nos coliseus de Lisboa e do Porto, anunciou a Fundação Amália Rodrigues (FAR).

As galas realizam-se no dia 4 de outubro, no Coliseu do Porto e, no dia 9, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, sendo os fadistas acompanhados pelos músicos Pedro de Castro, na guitarra portuguesa, André Ramos, na viola, e Jaime Santos, no baixo.

Do elenco faz ainda parte Lúcia Moniz, que vai declamar poemas de Amália Rodrigues (1920-1999). Outros artistas serão anunciados “brevemente”, segundo a FAR. O presidente da Fundação, Vicente Rodrigues, disse ao jornalista Nuno Lopes, da Lusa, que os tradicionais prémios Amália Rodrigues não regressam “ainda este ano”, e realçou que a escolha do elenco para as galas “foi independente”, da responsabilidade da produtra Vibes & Beats, com assessoria da poetisa Maria de Lourdes Carvalho, conselheira da FAR.

Vicente Rodrigues disse que “estão previstas outras iniciativas” da FAR até ao final do ano, que ainda não adiantou. O responsável, que dirige há cerca de um ano a instituição, afirmou que esta vive “um momento de paz social”, tendo sido sanado, por acordo entre as partes, o diferendo com a Casa do Artista, a quem Amália estipulara, por testamento, a entrega de 15% dos lucros. Salientou também que a Fundação apresentou um prejuízo de 487.179 euros, nos últimos 19 anos de exercício.

Todavia, Vicente Rodrigues referiu algumas iniciativas, anteriores à sua administração, levadas a cabo pela FAR, designadamente a instalação e respetivo equipamento de um Centro Médico e outro de Enfermagem, em S. Teotónio, no concelho de Odemira, uma das vontades da fadista consignada no seu testamento.

Relativamente, à Casa do Artista, sem adiantar quantias, Vicente Rodrigues disse que foi feito um acordo entre as duas partes, extra-judicial, “estando a situação ultrapassada”. Questionado sobre “a necessidade [de a Fundação] se abrir à sociedade, de fazer pontes [e] interagir com o meio artístico, cultural e o fado” à altura da “figura emblemática que Amália era”, como referiu à Lusa em abril do ano passado, o responsável disse que o programa televisivo “Em Casa d’Amália”, coordenado por José Gonçalez, “tem aberto a fundação ao debate público” e adiantou que “outras iniciativas irão surgir”, referindo “a colaboação com o Museu do Fado”.

A FAR está a proceder à inventariação de todo o património de Amália à sua guarda, documental e artístico, e conta abrir os arquivos à consulta pública, através de meios digitais. O espólio da FAR inclui várias peças de arte, designadamente retratos da fadista por Maluda, Eduardo Malta e Luís Pinto-Coelho, além de peças de arte decorativas, e documentação variada, de agendas a correspondência e fotografias da artista. A FAR detém como casa-museu a antiga residência de Amália, em Lisboa, e a sua propriedade de veraneio no Brejão, em Odemira, no distrito de Beja.


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