Ana Laíns edita em maio álbum gravado ao vivo

Escrito por em 20/04/2021

O primeiro disco da cantora Ana Laíns gravado ao vivo, do espetáculo dos 20 anos de carreira, é editado em maio próximo.

O espetáculo, realizado em janeiro do ano passado, no Casino Estoril, contou com a participação de músicos aos quais Ana Laíns se referiu como “importantes” ao longo da sua carreira: Luís Represas, Ivan Lins, Mafalda Arnauth, Fernando Pereira, Silvestre Fonseca, o trovador Fernando A. Pereira, o Grupo Cantares de Évora e as Adufeiras de Idanha-a-Nova.

“Estou muito contente e cheia de esperança. Um disco novo tem esse dom, injetar-nos força para continuar” disse a cantora ao jornalismo Nuno Lopes, da Lusa. A edição, a sair a 14 de maio próximo, é um CD e livro, com fotografias do concerto e textos curtos.

Em vésperas do concerto no salão Preto e Prata do Casino Estoril, no dia 31 de janeiro do ano passado, numa entrevista à Lusa, Ana Laíns disse que o “caminho foi difícil, mas valeu pena”, e definiu-se como uma “cantora colorida que canta as raízes”.

“Um tempo que passou a correr”, disse a intérprete, referindo que a sua carreira coincide com o início do atual século. Ana Laíns afirmou que este é um concerto em que “a portugalidade está a 100%”. Do alinhamento fazem parte, entre outros temas, “Portucalis”, “Vejam Bem”, Flores de Verde Pino”, “Fado do Tempo Morto”, “Mi Morena” e “Tereza Torga”.

Um CD e um concerto que são “uma das vitórias” de Ana Laíns, mas também, como disse à Lusa: “aquilo que, de alguma forma, não consegui”. A criadora de “Quatro Caminhos”, um dos temas incluído no disco, afirmou que tem feito “uma carreira muito discreta, longe do ‘mainstream'”.

“Foi duro, trabalhando sozinha porque quero, mas tenho conseguido muitas coisas, de forma árdua é certo”, disse. “Desde o princípio que tenho tentado mostrar às pessoas que não sou só fadista, sou uma cantora que canta as nossas raízes de uma forma transversal. E impor esta verdade na forma como veem o meu trabalho tem sido uma grande batalha, mas está a dar frutos e as pessoas já falam de mim como aquela cantora colorida”, afirmou.

Ana Laíns cantou pela primeira vez em público aos 6 anos em Constância, no Ribatejo, e em 1999 venceu a Grande Noite do Fado de Lisboa, quando decidiu enveredar pela carreira artística. Em 2006, saiu o seu primeiro o álbum, “Sentidos”, em que gravou, entre outros, poemas de Florbela Espanca, António Ramos Rosa, e com o qual fez uma digressão que passou pela Bélgica, Países Baixos, Rússia e Grécia.

Em 2010, a convite de Boy George, gravou o tema “Amazing Grace”, que fez parte do álbum “Ordinary Alien” (2011) do músico britânico. Ainda em 2010 saiu o álbum “Quatro Caminhos”, em que se estreou como letrista. Também nesse ano participou em dois temas do álbum “Catavento”, de Beto Betuk. Em 2017, saiu o álbum “Portucalis”, no qual contou com a participação de Luís Represas, entre outros músicos.


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