TNSC reabre segunda-feira com fachada restaurada

Escrito por em 14/04/2021

O Teatro Nacional de S. Carlos (TNSC) reabre ao público, na segunda-feira, com a fachada restaurada, pintada de azul, a cor original, no âmbito das obras de restauro iniciadas em outubro passado.

As obras de restauro do teatro devem prosseguir durante “cerca de mais um mês”, no interior, com a pintura a ouro e a recuperação dos estuques, a cargo de uma equipa da Fundação Ricardo Espírito Santo Silva, disse à agência Lusa fonte do teatro.

Em janeiro ficou concluída a colocação de uma nova cortina de ferro, o obliterador de cena, substituindo a anterior, que datava da década de 1940. O concerto na próxima segunda-feira, às 20:00, sob a direção da maestrina Joana Carneiro, pelo Coro do TNSC e pela Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP), conta com os solistas Marina Pardo (meio-soprano) e Vasco Dantas (piano), e é composto por obras de Mahler e Beethoven.

De Mahler serão interpretados os cinco “Rückert-Lieder”, incluindo a última canção composta pelo compositor austríaco para voz e piano, “Liebst du um Schönheit”, que dedicou à sua mulher, Alma.

De Beethoven será interpretada a “Fantasia Coral” que compôs em 1808, para finalizar “um estonteante concerto onde foram também estreadas mundialmente a Quinta e Sexta Sinfonias, o Concerto n.º 4 para piano e orquestra e, ainda, excertos da Missa em Dó Maior”, segundo nota do TNSC.

O teatro lírico lisboeta tem ainda previsto para abril um recital no âmbito do ciclo “Um Cancioneiro Português”. No dia 22, às 18:30, o recital é dedicado à “Geração de 70/Simbolismo”, com o pianista João Paulo Santos a acompanhar a meio-soprano Ana Rita Coelho e o barítono João Merino.

No sábado, dia 24, pelas 11:00, José Eduardo Gomes dirige o concerto da OSP em que são solistas Paulo Guerreiro (trompa) e Cândida Oliveira (clarinete), e em que serão interpretadas peças de Mozart e Copland, bem como a Quinta Sinfonia de Schubert.

O programa inclui o Concerto em Mi bemol Maior, de Mozart. Esta peça foi terminada em 1783, dez anos antes da abertura do Teatro de São Carlos, e “é o único dos quatro concertos [de Mozart] a ter trompas em ripieno, isto é, trompas não solistas incluídas na orquestra”, refere o TNSC.

O Concerto para Clarinete, de Aaron Copland foi escrito entre 1947 e 1949 e foi uma encomenda do clarinetista de jazz Benny Goodman, que o gravou sob a direção de Copland. O TNSC, em Lisboa, é um edifício de feições neoclássicas, de autoria do arquiteto José da Costa e Silva, que abriu portas em junho de 1793. Em 1996 foi classificado como monumento nacional, sendo o único teatro lírico em Portugal.

Cinemas, teatros, auditórios e outras salas de espetáculos vão poder reabrir a partir de 19 de abril, segundo o plano de desconfinamento do Governo, que admite rever o calendário caso a situação da pandemia de covid-19 se agrave em Portugal.

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