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FCG.JA.3.ESTATUA
A exposição “René Lalique e a Idade do Vidro”, patente no Museu Calouste Gulbenkian, em Lisboa, reabre a 6 de abril, data do aniversário de nascimento do artista, e ficará patente até 12 de abril.
Quanto à coleção permanente do Museu Calouste Gulbenkian poderá ser visitada a partir do dia seguinte, 7 de abril, segundo um comunicado da Fundação, que indica ainda que o Centro de Arte Moderna permanece encerrado para as obras de remodelação.
A 11 de março, o Governo anunciou um programa de desconfinamento progressivo que, no setor da cultura, permite, a partir de 5 de abril, reabrir museus, monumentos, palácios, galerias de arte e similares.
De acordo com a Fundação Calouste Gulbenkian, a exposição “René Lalique e a Idade do Vidro”, que tinha o fecho previsto para dia 01 de março, irá ganhar uma semana extra – entre 06 e 12 de abril -, e terá o horário ampliado na sexta-feira e no sábado – das 10:00 às 21:00 -, para permitir um maior número de visitantes, depois de ter sido encerrada prematuramente devido às restrições da pandemia.
Com esta reabertura, o público poderá ver as mais de cem peças do artista, em que se destacam algumas das suas mais belas criações, entre joias, objetos decorativos e de uso quotidiano.
Além das peças do Museu Gulbenkian, em vidro ou com componentes em vidro, esta exposição conta com um conjunto de obras provenientes do Museu Lalique, em Wingen-sur-Moder, em França, e de outras oriundas de algumas das mais importantes coleções particulares do mundo, onde René Lalique (1860-1945) está representado.
Com curadoria de Luísa Sampaio, a exposição percorre todos os grandes momentos da carreira do artista, desde a fase de produção artesanal como joalheiro, no período Arte Nova, até à altura em que assumiu o papel de industrial-criador, e passou a dedicar-se exclusivamente ao vidro.
A coleção de obras de Lalique do Museu Gulbenkian remonta à década de 1890, altura em que Calouste Gulbenkian e o artista se conheceram, dando origem a uma amizade que durou meio século, e levou o colecionador a adquirir, entre 1899 e 1927, a quase totalidade das obras diretamente ao artista.
O limite de presenças em simultâneo na sala será de 25 pessoas, indica ainda a Gulbenkian. Quanto às obras de remodelação em curso, vão dar corpo ao projeto do arquiteto japonês Kengo Kuma e também do arquiteto libanês Vladimir Djurovic, responsável pela intervenção paisagística na nova área de jardim que ampliará os espaços verdes da Fundação Gulbenkian.
Escrito por TunetRádio
2021 abril Gulbenkian museu René Lalique e a Idade do Vidro