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CML promove concurso de curtas sobre bairros BIP/ZIP

Escrito por em 10/03/2021

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) vai promover um concurso de curtas-metragens, com filmagens a partir de telemóvel, em 10 bairros de Lisboa, no âmbito do 10.º aniversário do Programa BIP/ZIP – Bairros e Zonas de Intervenção Prioritária.

“O objetivo deste desafio será partilhar as perspetivas dos vários bairros de Lisboa, formando um olhar conjunto sobre a cidade”, explicou Maria João, da Apordoc – Associação pelo Documentário, na apresentação da programação comemorativa dos 10 anos do BIP/ZIP.

Entre hoje e 5 de abril, as equipas – constituídas por três a cinco membros – podem candidatar-se com a sua ideia, sendo que “os membros devem ter alguma relação com o bairro que pretendem filmar”, adiantou.

Depois, em 16 de abril, serão divulgados os 10 grupos vencedores, que poderão pôr em prática as suas ideias sobre o seu bairro e que serão acompanhados em oficinas de formação. A exibição pública das curtas-metragens, com duração de cerca de cinco minutos, está prevista para julho, segundo a Apordoc, parceira desta iniciativa da Câmara Municipal.

Maria João destacou ainda que este desafio, denominado “O Meu bairro é Lisboa”, procura “ideias que sejam livres e diferentes”. Ao longo dos próximos meses serão promovidas diversas iniciativas, algumas promovidas diretamente pela autarquia, outras geridas pelas entidades parceiras do programa.

Na sessão de apresentação do programa de comemoração dos 10 anos do Programa BIP/ZIP, responsabilidade do pelouro de Desenvolvimento Local da autarquia, tutelado pela vereadora Paula Marques, foi também divulgado o Jogo de Desenvolvimento Local, uma ferramenta de discussão participativa.

O jogo está em fase final de desenvolvimento, será disponibilizado ‘online’ e a câmara pretende distribuir aos parceiros, assim como apresentá-lo ao presidente do município, Fernando Medina (PS).

A vereadora Paula Marques afirmou que “a energia local tem de contaminar a vida da cidade” e defendeu “mais e melhor participação em questões estruturais. A autarca pretende, por isso, que esta ferramenta possa vir a ser utilizada em diversos contextos e garante que continuará “a trabalhar para mudar o jogo da cidade”.

A vereadora destacou ainda outras iniciativas que decorrerão ao longo dos próximos meses, como a constituição de um marco físico, com um QR Code, através do qual as pessoas podem ter acesso a todas as informações do programa.

Será igualmente elaborado um roteiro por iniciativas BIP/ZIP através da colocação de placas que indiquem que determinado projeto foi desenvolvido no âmbito do programa. Um memorial em homenagem à morte de Bruno Candé é outra das iniciativas promovidas, conforme já tinha anunciado anteriormente Paula Marques.

“E também temos um momento final de discussão sobre estes 10 anos, o que é que fizemos e, sobretudo, para onde queremos caminhar”, referiu. Em setembro do ano passado, o município informou que iria apoiar 37 projetos, de um total de 131 candidaturas, ao abrigo da 10.ª edição do programa, num investimento municipal de 1,6 milhões de euros.

Foram selecionadas pelo júri do concurso 37 projetos que incidem sobre 42 territórios BIP/ZIP que serão implementados por 113 promotoras e parceiras. Segundo informação disponibilizada pela Câmara de Lisboa na altura, as dez edições do programa BIP/ZIP totalizam um investimento de 15,7 milhões de euros, a realização de 391 projetos, por 647 entidades diferentes, e o envolvimento de 143 mil habitantes em 67 territórios.