Fantasporto estuda alternativa para realização de evento

Escrito por em 10/02/2021

A edição deste ano do Fantasporto deverá ser adiada, a confirmar-se a renovação do estado de emergência e a continuidade das medidas de prevenção de contágio da covid-19, anunciou hoje a organização.

“O ‘lockdown’ que será renovado não vai seguramente permitir a realização do Fantasporto nas datas previamente anunciadas. Para garantir a sua concretização ainda no Rivoli, foi criada uma programação alternativa a ter lugar entre 1 e 7 de março, altura para a qual se poderá prever o levantamento do confinamento atual. Admite-se se tal acontecer a permissão, a partir do início de março, para que os teatros e cinemas possam reabrir”, pode ler-se num comunicado hoje divulgado.

Há um mês, o Fantasporto anunciou que estaria de regresso ao teatro municipal Rivoli entre 23 de fevereiro e 07 de março, para uma 41.ª edição em modo presencial. No comunicado de hoje, a organização garante que o evento não será cancelado nem transformado numa edição ‘online’, estando a estudar uma alternativa para a eventual impossibilidade de também vir a realizar-se entre 1 e 7 de março.

Segundo o anúncio de programação feito em janeiro, a abertura oficial seria feita com um clássico, no caso “Morte em Veneza”, de Luchino Visconti, a propósito dos 50 anos da sua produção, enquanto o encerramento estaria a cargo de “No Man’s Land”, de Conor Allyn.

A secção oficial de cinema fantástico do 41.º Fantasporto inclui filmes como “O Derradeiro Julgamento”, de Neil Marshall, “Tem Minutes to Midnight”, de Erik Bloomquist, e “O Cemitério das Almas Perdidas”, do brasileiro Rodrigo Aragão, entre outros.

O atual período de estado de emergência para permitir medidas de contenção da covid-19 termina às 23:59 do próximo domingo, 14 de fevereiro, e foi aprovado no parlamento com votos favoráveis de PS, PSD, CDS-PP e PAN, abstenção do BE e votos contra de PCP, PEV, Chega e Iniciativa Liberal.

A Assembleia da República tem uma sessão plenária marcada para quinta-feira para debater a provável renovação do estado de emergência. O chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, tem falado ao país a partir do Palácio de Belém sempre que decreta este quadro legal, excetuando o período em que foi candidato às eleições presidenciais de 24 de janeiro, nas quais foi reeleito.

Nos termos da Constituição, cabe ao Presidente da República decretar o estado de emergência, por um período máximo de quinze dias, sem prejuízo de eventuais renovações, mas para isso tem de ouvir o Governo e de ter autorização do parlamento.

Ao abrigo do estado de emergência, que permite a suspensão do exercício de alguns direitos, liberdades e garantias, o Governo impôs um dever geral de recolhimento domiciliário e a suspensão de um conjunto de atividades, que vigoram desde 15 de janeiro. Entre as medidas determinadas pelo Governo encontra-se a proibição de realização de atividades culturais.


Opnião dos Leitores

Leave a Reply


[Nenhuma estação de rádio na Base de dados]