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“The show must go on” regressa a Portugal com elenco nacional

Escrito por em 08/01/2021

O espetáculo de dança “The show must go on”, de Jérôme Bel, vai regressar a Portugal vinte anos após a estreia em versão remontada e com elenco nacional, a 21 de janeiro, com apresentações em Lisboa, Viseu e Porto.

Entre 21 e 24 de janeiro, a coreografia, que causou polémica por brincar com as convenções da dança, estará no grande auditório da Culturgest, em Lisboa, seguindo depois para o Teatro Viriato, em Viseu, a 29 de janeiro, e para o Teatro Municipal do Porto, nos dias 12 e 13 de fevereiro.

Quando se estreou, em janeiro de 2001, no Théâtre de la Ville, em Paris, “The show must go on” chegou a provocar confrontos no público, dividindo opiniões, mas acabou por marcar a história da dança contemporânea, apresentando-se em mais de 100 cidades em todo o mundo, e recebendo um Bessie Award, em Nova Iorque.

Neste regresso, no mesmo registo minimalista, Jérôme Bel decidiu, por razões ecológicas, não viajar com elencos próprios por todo o mundo, remontando as peças localmente, sempre que possível, com intérpretes profissionais e amadores.

Em Portugal, vai contar com a participação de André Araújo, Bárbara Faustino, Carlos Deusodeu, Celise Manuel, Diego Bagagal, Dori Nigro, João dos Santos Martins, Juelce Beija Flor, Karen Sampaio, Marta Jardim, Nelson Gomes, Patrícia Sarmento, Sara Marques, Sara Venâncio, Sérgio Nogueira, Sofia Beça, Teresa Chaves, Thamiris Carvalho, Tó Maia e Zé Bernardino.

Em palco, o coreógrafo francês disseca os mecanismos do espetáculo, colocando vinte intérpretes, dezanove canções e um DJ, que vai passando ´hits´ das últimas décadas, e propondo ao público a descoberta de propostas cénicas muito simples.

“The show must go on” foi apresentado no Porto, no Teatro Nacional São João, em dezembro de 2001 e, em Lisboa, no festival Danças na Cidade, atual Alkantara, em julho de 2002. Nascido em 1964, Jérôme Bel vive em Paris e os seus espetáculos são conhecidos por levar ao palco a intérpretes não tradicionais, nomeadamente não profissionais, pessoas com deficiência física e/ou mental, e crianças, aplicando métodos do que designa por um processo de emancipação por via da arte.

A produção do espetáculo foi feita em parceria de entidades francesas e espanholas, nomeadamente, o Théâtre de la Ville (Paris), Gasthuis (Amsterdão), Centre Chorégraphique National Montpellier Languedoc-Roussillon (Montpellier), e Arteleku Gipuzkoako Foru Aldundia (San Sebastián).


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