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Awkwafina e Taron Egerton batem veteranos nos Globos de Ouro

Escrito por em 06/01/2020

Numa cerimónia com vitórias inesperadas, Awkwafina (na foto) fez história ao tornar-se na primeira atriz de ascendência asiática a vencer um Globo de Ouro para Melhor Atriz, feito conseguido esta madrugada na categoria de Comédia ou Musical.

A atriz venceu pelo papel em “A Despedida”, filme realizado por Lulu Wang, superando Cate Blanchet, Emma Thompson, Ana de Armas e Beanie Feldstein na 77.ª edição dos Globos de Ouro, que foram entregues pela Associação da Crítica Estrangeira em Hollywood.

“É excelente, se vier a ter tempos difíceis posso vender isto”, disse a atriz no discurso de aceitação, apontando para a estatueta. Awkwafina agradeceu ainda pela “oportunidade de uma vida”.

Na mesma categoria para atores masculinos, outra surpresa: foi Taron Egerton quem levou o galardão pelo papel em “Rocketman”, levando a melhor sobre Leonardo DiCaprio, que estava nomeado por “Era Uma Vez… em Hollywood”, de Quentin Tarantino.

“Este papel mudou a minha vida”, disse Taron Egerton em palco, agradecendo a Elton John, no qual “Rocketman” se baseia, por ter vivido uma vida tão interessante de contar.

O cantor britânico estava também nomeado e venceu, em conjunto com Bernie Taupin, o Globo de Ouro para Melhor Canção Original com “I’m gonna love me again”.

A noite começou com a vitória de Ramy Youssef na categoria de Melhor Ator em Série de Comédia ou Musical, com “Ramy”, da Hulu, batendo Michael Douglas, Bill Hader, Paul Rudd e Ben Platt.

“Eu sei que vocês não viram a minha série”, disse Ramy Youssef, sorrindo, quando aceitou o prémio. “Fizemos uma série muito específica sobre uma família árabe muçulmana a viver em Nova Jersey”, descreveu, agradecendo a oportunidade à Hulu e dizendo que a sua própria mãe “estava a torcer por Michael Douglas”.

Com uma grande lista de nomeados em cinema e televisão, a cerimónia confirmou alguns favoritos e deixou cair outros. Brad Pitt foi um dos que venceu, consagrando-se com o Globo de Ouro para Melhor Ator Secundário em “Era Uma Vez… em Hollywood”, contra concorrentes de peso: Anthony Hopkins, Al Pacino, Joe Pesci e Tom Hanks.

“Quando estava a começar, estes nomes com quem estive nomeado eram como deuses para mim”, disse Brad Pitt, na vitória, chamando a Leonardo DiCaprio o seu “parceiro no crime” e dizendo que teria partilhado a “jangada” com ele, uma alusão ao final do filme “Titanic”.

Laura Dern venceu a mesma categoria no feminino, pelo seu papel em “Marriage Story”, deixando para trás Jennifer Lopez, Margot Robbie, Kathy Bates e Annette Bening.

Nas principais categorias de interpretação, a grande vitória coube a Joaquin Phoenix (“Joker) e Renée Zellweger (“Judy”). Levaram os Globos de Melhor Ator e Atriz em Filme Dramático, contra Christian Bale, Antonio Banderas, Adam Driver e Jonathan Pryce e Scarlett Johansson, Charlize Theron, Saoirse Ronan e Cynthia Erivo, respetivamente.

A Associação deu a Tom Hanks o prémio de carreira no cinema Cecil B. DeMille e a Ellen DeGeneres o prémio de carreira na televisão Carol Burnett, dois momentos de retrospetiva que geraram discursos emocionados dos homenageados.

A 77.ª edição dos Globos de Ouro foi apresentada por Ricky Gervais, que apontou várias farpas à elite de Hollywood e às empresas por detrás das plataformas de ‘streaming’, num desempenho que obrigou a estação NBC a silenciar vários palavrões do comediante na emissão em direto.

Os seus alvos foram desde Leonardo DiCaprio e as suas namoradas jovens à sentença de Felicity Huffman, o fracasso do filme “Cats” e o suicídio de Jeffrey Epstein.

Ricky Gervais chegou a pedir aos nomeados que não fizessem discursos de vitória com apelos políticos, argumentando que “não sabem nada do mundo real”, “não estão em posição de dar lições ao público” e a maioria “passou menos tempo na escola que Greta Thunberg”.


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