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Raquel Castro estreia “Turma de 95” no TBA

Escrito por em 04/12/2019

Um espetáculo documental cuja lógica é contar experiências foi como a atriz e encenadora Raquel Castro definiu “Turma de 95”, que concebeu, interpreta e estreia, na sexta-feira, no Teatro do Bairro Alto (TBA), em Lisboa.

A fotografia de turma tirada, em 1995, no átrio do Colégio Salesiano em Lisboa, quando a atual atriz e encenadora frequentava o 9.º ano, foi o ponto de partida para este espetáculo, de ‘reporting experience’, elaborado com base em entrevistas aos colegas de turma, iniciadas em janeiro deste ano, acrescentou Raquel Castro a Cláudia Páscoa da agência de notícias Lusa.

“O João C. e a Filipa N. estavam apaixonados, o Pedro C. C. sonhava vir a ser jogador de futebol e o Rui A. foi à televisão imitar o Michael Jackson”, referiu a atriz e encenadora a propósito dos antigos colegas daquela turma de 1995, ano em “saiu o álbum “Mellon Collie and the Infinite Sadness”, dos Smashing Pumpkins, banda que viria a tornar-se a favorita de Miguel N.”, acrescentou.

Vinte e quatro anos depois da imagem captada no átrio daquele estabelecimento de ensino em Lisboa, a atriz e encenadora diz ter-se apropriado da peça “Class of 76”, da companhia inglesa Third Angel, para conceber e interpretar o espetáculo em que mergulha no passado e no presente dos colegas, incluindo no dela própria.

Uma “curiosidade grande” sobre a sua própria história, perceber que coisas aconteceram naquela altura que contribuíram para a pessoa que é hoje foram os objetivos do espetáculo elaborado a partir da peça da companhia inglesa Third Angel, de que ouviu falar há 20 anos e que sempre lhe suscitou curiosidade, referiu.

O que aconteceu com aqueles adolescentes de 1995, quase todos com alcunhas como a Testa Rossa, a Cavalona, o Splinter, o Beaver, o Chinês ou o Dumbo, questionava-se a atriz e encenadora, que, na altura tinha a alcunha de Olívia Palito.

Mais de 30 pessoas foram entrevistadas para construir “Turma de 95”, incluindo três professores, de que restam dois vivos. Apesar de usar suporte digital e de ter sido elaborado com base “numa brincadeira mágica” com a foto de 1995, o espetáculo assenta mais no relato da atriz e encenadora.

“Embora algumas das conclusões a que cheguei não passem de lugares-comuns, como a de que não há só uma verdade sobre as coisas, nem sobre factos ou acontecimentos, a vida está cheia de surpresas que alteram o rumo das coisas e dos acontecimentos”, disse a atriz a propósito das conclusões a que chegou com o espetáculo. “Não seria quem sou se não tivesse feito o percurso que fiz”, frisou.

Em cena até 15 de dezembro, dia em que a sessão, às 17:30, terá audiodescrição e interpretação em língua gestual portuguesa, o espetáculo pode ser visto sexta-feira, sábado e domingo, às 21:30, no dia 08, às 20:00, e dos dias 11 a 14, às 19:00.

Criado e interpretado por Raquel Castro, o espetáculo tem apoio à dramaturgia de Alexander Kelly e desenho de luz de Daniel Worm. Em março de 2020, “Turma de 95” estará em cena no Centro de Arte de Ovar, após o que será representado em Faro e na Guarda, em locais e datas por confirmar, disse Raquel Castro.


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