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“A Chuva Acalanta a Dor” em competição em Roterdão

Escrito por em 04/12/2019

A coprodução portuguesa “A Chuva Acalanta a Dor”, do brasileiro Leonardo Mouramateus, integra a secção competitiva de curtas-metragens do Festival Internacional de Cinema de Roterdão 2020, que decorrerá de 22 de janeiro a 2 de fevereiro.

Segundo informação disponível do ‘site’ oficial do festival, “A Chuva Acalanta a Dor”, uma coprodução Portugal/Brasil, é um dos 21 filmes selecionados para secção competitiva “Ammodo Tiger Short”.

O novo filme de Leonardo Mouramateus, que terá estreia mundial no festival, é uma adaptação livre do conto “Lucrécio, Poeta”, do francês Macel Schwob. “Um filme mitopoético que explora a natureza humana, através a justaposição da sociedade contemporânea com a Roma Antiga, ‘A chuva acalanta a dor’ é um testemunho da exploração contínua de Leonardo Mouramateus de novas formas de abordar o cinema narrativo”, lê-se no ‘site’ do festival.

Além de integrar o novo trabalho de Leonardo Mouramateus na competição de curtas, o festival irá exibir vários filmes do realizador brasileiro na secção Deep Focus.

“Aos 28 anos, o realizador nascido em Fortaleza estabeleceu um forte estilo pessoal, sempre procurando novas formas de cinema narrativo e, muitas vezes, narrando de maneiras inesperadas a vida nas grandes cidades do Brasil”, refere a organização do festival de Roterdão.

A programação completa será anunciada a 18 de dezembro, mas a organização tem estado a divulgar a seleção de vários filmes, incluindo três portugueses.

O filme “Ruby”, de Mariana Gaivão, integra a secção competitiva “Voices Short”. Produção da estrutura Primeira Idade, “Ruby” retrata “uma juventude em autodescoberta, acompanhando a jovem Ruby nos dias antes de a sua melhor amiga, Millie, regressar a Inglaterra”, refere a Agência da Curta Metragem.

“Ruby”, a segunda curta-metragem de Mariana Gaivão, chegará a Roterdão depois de ter sido premiado no Curtas de Vila do Conde. “Suzanne Daveau”, de Luísa Homem, está na secção competitiva Bright Future, dedicada a primeiras longas-metragens, e “Vitalina Varela”, de Pedro Costa, na secção Deep Focus.

O documentário de Luísa Homem, que teve estreia mundial em outubro, no DocLisboa, “traça o esboço de uma mulher aventureira que atravessa o século XX, até aos dias de hoje, guiada pela paixão da investigação geográfica”, a geógrafa franco-portuguesa Suzanne Daveau, segundo a produtora Terratreme Filmes.

“Suzanne Daveau” é a primeira longa-metragem de Luísa Homem, que já tinha corealizado dois documentários: “As cidades e as trocas”, com Pedro Pinho, e “São Tomé: No trilho dos naturalistas”, com Tiago Hespanha.

“Vitalina Varela”, que chegou a 31 de outubro aos cinemas portugueses, no circuito comercial, cineclubes e auditórios municipais, parte da história de uma mulher cabo-verdiana que viveu grande parte da vida à espera de ir ter com o marido, Joaquim, emigrado em Portugal.

Pedro Costa conheceu Vitalina Varela quando rodava o filme anterior, “Cavalo Dinheiro”, acabando por incluir parte da sua história na narrativa e dando-lhe agora protagonismo na nova obra cinematográfica.

O filme de Pedro Costa teve estreia mundial em agosto passado, no Festival de Cinema de Locarno, na Suíça, onde arrecadou os principais prémios do certame, os prémios Leopardo de Ouro e Leopardo de melhor interpretação feminina para a protagonista, que dá nome ao filme.

Entretanto, o filme conquistou também o Silver Hugo, prémio do júri do Festival de Cinema de Chicago, nos Estados Unidos, o grande prémio do Festival de Cinema de La Roche-su-Yon, em França, os prémios de Melhor Realizador, Melhor Ator e Melhor Direção de Fotografia, da Competição Internacional, do Festival Internacional de Cine de Mar del Plata, na Argentina, e os Prémios Principado de Astúrias para Melhor Filme e Melhor Fotografia, no Festival Internacional de Cinema de Gijón, em Espanha.


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