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América Latina: O cinema do “sonho e do progresso”

Escrito por em 02/12/2019

De 12 a 15 de dezembro, o Cinema São Jorge, em Lisboa, vai ser a casa da Mostra que este ano comemora uma década. Em janeiro, será recebida em Loulé.

Lisboa transformou-se nos últimos anos. A cidade é cada vez mais bem invadida por cinema de todo o mundo. Há festivais e mostras de cinema brasileiro, argentino, judaico, francês, italiano, alemão. É hoje muito mais fácil aceder a vários olhares e isso traz sempre novas perspectivas, mudanças de opinião e comportamento. E aproxima pessoas que estão longe na distância espacial.

Há 10 anos que Lisboa recebe a Mostra de Cinema da América Latina. Este evento não dá a perspectiva de um só povo, mas de vários, que em comum têm a sua localização no globo. A Mostra é promovida pela Casa da América Latina, que nestes últimos anos quis dar a “observar a intensidade dos processos sociais da América Latina e como o seu panorama cinematográfico junta história, memória e imaginação, para partilhar com o público a sua leitura artística e cívica”.

Tal como até aqui, a selecção de filmes deste ano continua a ter um fio condutor e uma unicidade, com “um sentido de busca por identidade, sonho e progresso”, numa altura em que crepitam descontentamentos em alguns daqueles países. Uma viagem por Colômbia, Chile, Peru, Argentina, República Dominicana, Cuba, Brasil e Panamá.

A Mostra abre dia 12 de dezembro com o filme “Yuli”, da realizadora espanhola Icíar Bollaín, que conta a história da vida do bailarino cubano Carlos Acosta, ele que fez parte o Royal Ballet. A película é uma co-produção entre Espanha, Cuba, Reino Unido e Alemanha.

Na sexta, dia 13, duas sessões. Do Peru chega “Winãypacha”, de Oscar Catacora, o primeiro filme de sempre falado em aymara, língua principal entre as línguas aimaraicas, que conta a história de um casal de anciães que mantêm os seus costumes religiosos e que, mesmo com a emigração do filho, esperam que ele regresse. “La Reina del Miedo”, das argentinas Valeria Bertuccelli e Fabiana Tiscornia, é o segundo filme do dia. Narra as semanas de uma atriz antes de uma grande estreia.

O sábado conta com três filmes: “La Redención”, do paraguaio Hérib Godoy, da Colômbia chega “La Ninã Errante”, de Ruben Mendonza e fecha com “Perro Bomba”, do chileno Juan Cáceres.

O festejos desta década chegam dia 15 com quatro películas. Logo de manhã, “Mañana non te Olvides”, do dominicano José Pintor, ou Pinky. À tarde, “Diciembres”, do panamense Enrique Castro Rios, “Las Niñas Bien”, da mexicana Alejandra Márquez Abella e encerra com um co-produção Brasil-Colômbia, “Los Silencios”, de Beatriz Seigner. De 23 a 26 de janeiro de 2020 a Mostra será recebida no Auditório do Solar da Música, em Loulé, no Algarve.


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