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Morreu José Mário Branco

Escrito por em 19/11/2019

Morreu hoje o produtor e cantautor José Mário Branco. A noticia foi avançada, inicialmente, pela RTP3 e confirmada à agência Lusa o seu manager, Paulo Salgado.

Várias personalidades da música, do jornalismo e da política começaram já a reagir à notícia.

O fadista Camané, emocionado, disse à RTP3 que José Mário Branco foi “extremamente importante” no seu percurso musical e na sua carreira, descrevendo-o como um “artista fantástico de uma dimensão incrível muito para além de um artista de intervenção”. Enquanto produtor, referiu, José Mário Branco era “extraordinário, tinha bom gosto, respeito pela estética musical e uma sensibilidade única”.

Nascido no Porto, em maio de 1942, José Mário Branco é considerado um dos mais importantes autores e renovadores da música portuguesa, em particular no período da revolução de abril de 1974, cujo trabalho se estende também ao cinema, ao teatro e à ação cultural.

Foi fundador do GAC – Grupo de Ação Cultural, fez parte da companhia de teatro A Comuna, fundou o Teatro do Mundo, a União Portuguesa de Artistas e Variedades e colaborou na produção musical para outros artistas, nomeadamente Camané, Amélia Muge, Samuel e Nathalie.

O último álbum de originais, “Resistir é Vencer”, é de 2004. Depois disso, José Mário Branco participou no projeto Três Cantos, ao lado de Sérgio Godinho e Fausto Bordalo Dias, que resultou numa série de concertos, um álbum e um DVD.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, admitiu condecorar o músico a título póstumo.

Em declarações à TSF, Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou que essa decisão ficará, todavia, a cargo da família de José Mário Branco. “Eu tentei [condecorá-lo] em vida, mas ele foi sempre muito reticente. Foi sempre muito avesso a condecorações, a reconhecimentos públicos. Ele manifestou sempre, de forma muito bem-educada e discreta, que o que lhe importava era deixar um testemunho e fazer passar a palavra. O reconhecimento formal era menos importante”, afirmou.

Contudo, ressalva, “se aqueles que lhe são próximos entenderem que não traem a sua memória aceitando esse reconhecimento público, então, obviamente, o que não foi possível fazer em vida será feito postumamente”. Se tal não for a intenção da família do músico, “respeitar-se-á a sua vontade. Ele era como era e é assim que devemos admirá-lo”, acrescentou.


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