OdM: Cinema em contraciclo no belo e intenso “History of Love”

Escrito por em 31/10/2019

Com um cuidado extremo na produção, captação e edição do som, o esloveno “History of Love”, apresentado no festival Olhares do Mediterrâneo (OdM) consegue transporta-nos para um universo muito próprio que cruza a dor da perda com a adolescência e com o excesso de informação do mundo que nos rodeia.

Com alguns aspetos biográficos (a incapacidade de fazer o luto pela morte de alguém próximo e o facto de ter sido nadadora), a subtil e filosófica longa metragem de Sonja Prosenc leva-nos a refletir sobre a urgência das nossas vidas e a escutar os sons que nos rodeiam com invulgar detalhe e definição.

Presente na sessão do festival Olhares do Mediterrâneo, a realizadora conversou com Sara David Lopes e respondeu a questões colocadas pelos espectadores sobre a presença de insetos no filme, as dificuldades da rodagem em dois países e cenários diferentes, festivais, os parcos apoios para jovens realizadoras (ela é a quarta realizadora da Eslovénia a conseguir elaborar uma longa metragem) e os projetos futuros.

“A jovem Iva de 17 anos está a tentar interiorizar a morte da mãe. Influenciada por esta profunda perda pessoal e pela descoberta de que não sabia tudo sobre a mãe, a rapariga mergulha lentamente num estranho mundo de quase sonho, longe da realidade”, pode ler-se na sinopse de “History of Love”, um filme que avaliámos com um cinco quando nos foi entregue um boletim para participarmos na votação e prémio do público.


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