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Domingo no Olhares é dia para miúdos (e graúdos)

Escrito por em 28/10/2019

“Goldfish” (Grécia), “The Hedgehog’s Dilemma” (França), “The First Step” (Croácia), “Nights, Mornings”, “No Gravity” e “The Stained Club” (França) são os filmes que se apresentam na sessão para as famílias do 6.º Olhares do Mediterrâneo – Women’s Film Festival, que acontece a 3 de novembro, domingo, às 14h30.

Entre sexta e domingo, crianças e jovens têm ainda workshops exclusivos, na programação paralela da sexta edição do Olhares do Mediterrâneo, que está no Cinema São Jorge, em Lisboa, de 30 de outubro a 3 de novembro, avançou a organização do festival.

O público infantil e juvenil pode ainda participar em workshops, entre sexta e domingo, nomeadamente no workshop de cinema – Olhares em Pequenino, a 1 de novembro; “Uma Tragédia Grega Com Final Feliz (Para Todos!)”, o workshop de teatro, que acontece no dia seguinte, sábado, e se destina a maiores de 15 anos, e a oficina de colagem – “Se Eu Fosse Um Pássaro Migrante”, que tem lugar no domingo.

A 6.ª edição do Festival Olhares do Mediterrâneo traz ao Cinema São Jorge 55 filmes que privilegiam o olhar feminino sobre o mundo, apresentando filmes em cujas equipas artísticas se destacam mulheres oriundas do Mediterrâneo, ou que trabalhem em países mediterrânicos, e a sua programação apresenta uma maioria de obras inéditas em Portugal.

A sessão de abertura da edição deste ano apresenta a primeira longa-metragem documental da vídeo-jornalista da revista internacional Time, Francesca Trianni, “Paradise Without People”, que acompanha duas mulheres oriundas da Síria que dão à luz no mesmo hospital grego, no auge da crise europeia dos refugiados, e a sua vida nos anos seguintes, através da maternidade, casamento e luta para procurar asilo.

A sessão, no dia 31 de outubro, conta com a presença da realizadora e da montadora Loulwa Khoury. A 3 de novembro, “Freedom Fields”, da líbia-britânica Naziha Arebi, encerra a edição de 2019 do festival.

Filmado na Líbia e no Líbano, ao longo de cinco anos, “Freedom Fields” segue três mulheres e a sua equipa de futebol na Líbia pós-revolução, enquanto o país mergulha na guerra civil e as esperanças utópicas da Primavera Árabe começam a esvair-se.

A 6.ª edição do Olhares do Mediterrâneo integra ainda um conjunto de iniciativas, como a exposição fotográfica “Finding Home”, que apresenta fotografias de Lynsey Addario, fotojornalista com trabalhos realizados, entre outros países, no Afeganistão, Síria e Congo. Colaboradora regular da Time Magazine, New York Time e National Geographic, Lynsey Adario tem recebido inúmeros prémios, entre os quais o Pulitzer e um Emmy Award.

Tal como o filme de abertura, a exposição “Finding Home” surge na sequência de um projeto multimédia vencedor do 1.º prémio na categoria Innovative Storytelling da World Press Photo 2018. Este projeto resultou da colaboração entre Lynsey Adario, Francesca Trianni e Loulwa Khoury, entre outros, e estas três autoras marcam presença nesta edição do festival, onde a cineasta de “Paradise Without People” realiza uma masterclass sobre “Digital Storytelling”.

É ainda possível participar nas mesas-redondas “O Trabalho Colectivo em Documentário”, a partir do filme “Um Ramadão em Lisboa” (Portugal); “A Criminalização da Acção Humanitária no Mediterrâneo”, em colaboração com a Associação HuBB – Humans Before Borders, e “Seduções de Sexualidades”, um debate a partir dos filmes “Camel Toe” (Portugal), “Non è Amore Questo” (Itália) e “Seduction LTD“ (Israel).

O festival promove a exibição de filmes feitos por mulheres oriundas do Mediterrâneo, ou que trabalhem em países mediterrânicos, pretendendo divulgar o papel da mulher na criação cinematográfica, dando visibilidade aos seus filmes e promovendo o intercâmbio com profissionais do cinema em Portugal.


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