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“Santikhiri” e “Viveiro” vencem DocLisboa 2019

Escrito por em 27/10/2019

Os filmes “Santikhiri”, do tailandês Thunska Pansittivorakul, e “Viveiro” (na foto), do português Pedro Filipe Marques, filmado em Arcozelo, venceram os principais prémios do DocLisboa.

“Santikhiri/Sonata” venceu o Grande Prémio da Competição Internacional – Grande Prémio Cidade de Lisboa para Melhor Filme de Competição Internacional – e “Viveiro”, de Pedro Filipe Marques, conquistou o Prémio DocLisboa para Melhor Filme da Competição portuguesa, de acordo com o palmarés atribuído no sábado à noite, em Lisboa.

O Prémio do Júri da Competição Internacional (Prémio Sociedade Portuguesa de Autores) distinguiu o filme ”Just Don’t Think I’ll Scream”, de Frank Beauvais, tendo sido atribuída uma Menção Especial à obra “Um Filme de Verão”, de Jo Serfaty.

O Prémio do Júri da Competição Portuguesa foi para “Cerro dos Pios”, de Miguel de Jesus. “Santikhiri/Sonata” recorda a chegada ao poder do general Prem, nos anos de 1980, na Tailândia, quando todos os males — “drogas, comunismo, corrupção, tráfico humano e apátridas” –- foram suprimidos do discurso oficial e a televisão estatal se encheu de propaganda. “Santikhiri” significa “colina da paz”, onde o filme foi rodado.

“Viveiro” fala daqueles que cuidam do campo de futebol de Arcozelo e que, de “domingo a domingo”, cuidam do relvado, da roupa (e das peúgas) dos meninos que aí jogam. Há um ano, este filme de Pedro Filipe Marques conquistou a bolsa de apoio à pós-produção, na secção First Look do Festival Internacional de Locarno, na Suíça.

Na Competição Transversal, o Prémio Revelação para Melhor Primeira Longa-Metragem foi para “Serpentário”, de Carlos Conceição, realizador que já teve as suas curtas-metragens “Coelho Mau” (2017) e “Boa Noite, Cinderela” (2014) selecionadas para a Semana da Crítica do festival de Cannes.

Nesta Competição Transversal, que atravessa diferentes secções do festival, o prémio de Melhor Curta-Metragem foi para “Tribute to Judas”, de Manel Raga Raga. O vencedor deste prémio “será pré-nomeado para o Óscar de Melhor Documentário de Curta- Metragem”, uma vez que o DocLisboa “foi selecionado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas para a pré nomeação de candidatos aos Óscares, tornando-se o único festival português que faz parte da rede de festivais qualificados pela Academia”, lê-se no comunicado do festival.

Ainda na Competição Transversal, o Prémio Prática, Tradição e Património foi para “O Último Sonho”, de Alberto Alvares, e o Prémio Escolas, para “Três Perdidos Fazem um Encontrado”, de Atsushi Kuwayama.

O Prémio Fernando Lopes – Midas Filmes e DocLisboa, para Melhor Primeiro Filme Português distinguiu “Rio Torto”, de Mário Veloso, que também recebeu o Prémio de Melhor Filme Português, na Competição Verdes Anos.

Esta competição, que distingue novos valores no cinema, deu o prémio de Melhor Filme a “A Family Tale”, de Natalia Ciepiel, e Prémio Especial do Júri, a “The Rex Will Sail In”, de Josip Lukić. Uma Menção Especial foi para “Simulacro”, de Duarte Maltez.

Na secção Arché, de apoio a projetos em fase de produção, foram distinguidos “O Lugar Mais Seguro do Mundo”, de Aline Lata e Helena Wolfenson, com o Prémio RTP para Melhor Projeto em fase de pós-produção, e “Babado”, de Camila Freitas e João Vieira Torres, com o Prémio [Universidade] Nova/Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, para Melhor Projeto.

Nesta secção foi ainda atribuída uma Menção Especial a “La Memoria de las Mariposas”, de Tatiana Fuentes Sadowski, que também recebeu o Prémio Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas dos Açores para Melhor Projeto em Fase de Escrita.

O Prémio do Público foi para o documentário “Zé Pedro Rock’n’Roll”, sobre o guitarrista dos Xutos & Pontapés, dirigido por Diogo Varela Silva. O júri da Competição Internacional contou com o cineasta-norte-americano Billy Woodberry, o assistente de realização Carlos Almeida, o coreógrafo Jérôme Bel, o professor de cinema Juliano Gomes, a atriz e quadro do Instituto do Cinema e Audiovisual Leonor Silveira e a cineasta de origem iraniana Mania Akbari.

Nas competições Portuguesa e de Curtas-Metragens, o júri foi composto pelos realizadores Daniel Hui e Ghassan Salhab e pela escritora e professora Golgona Anghel. No Prémio Fernando Lopes, o júri contou com a diretora-adjunta da RTP1 e RTP Internacional Alice Milheiro, a realizadora Margarida Cardoso e com a investigadora, fundadora do Alvalade Cineclube (e neta de Fernando Lopes) Sofia Lopes Machaqueiro.

PALMARÉS DOCLISBOA 2019

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL

GRANDE PRÉMIO CIDADE DE LISBOA PARA MELHOR FILME DA COMPETIÇÃO INTERNACIONAL
“Santikhiri Sonata”, de Thunska Pansittivorakul

PRÉMIO SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES DO JÚRI DA COMPETIÇÃO INTERNACIONAL
“Just Don’t Think I’ll Scream”, de Frank Beauvais

Menção Especial
“Um Filme de Verão”, de Jo Serfaty

COMPETIÇÃO PORTUGUESA
PRÉMIO DOCLISBOA PARA MELHOR FILME DA COMPETIÇÃO PORTUGUESA
“Viveiro”, de Pedro Filipe Marques

PRÉMIO MCFLY SPF DO JÚRI DA COMPETIÇÃO PORTUGUESA
“Cerro Dos Pios”, de Miguel de Jesus

COMPETIÇÃO TRANSVERSAL

PRÉMIO REVELAÇÃO
PRÉMIO CANAIS TVCINE PARA MELHOR PRIMEIRA LONGA-METRAGEM (MAIS DE 60’) DE UMA SELECÇÃO TRANSVERSAL A TODAS AS SECÇÕES, EXCEPTO RETROSPECTIVAS E CINEMA DE URGÊNCIA
“Serpentário”, de Carlos Conceição

PRÉMIO AGEAS SEGUROS PARA MELHOR CURTA-METRAGEM (ATÉ 40’) DE UMA SELECÇÃO TRANSVERSAL A TODAS AS SECÇÕES, EXCEPTO RETROSPECTIVAS E CINEMA DE URGÊNCIA
O vencedor do prémio será pré-nomeado para o Óscar de Melhor Documentário de Curta- Metragem. O Doclisboa – Festival Internacional de Cinema foi seleccionado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas para a pré-nomeação de candidatos aos Óscares®, tornando-se o único festival português que faz parte da rede de festivais qualificados pela Academia.
“Tribute to Judas”, de Manel Raga Raga

PRÉMIO PRÁTICA, TRADIÇÃO E PATRIMÓNIO
PRÉMIO FUNDAÇÃO INATEL PARA MELHOR FILME DE TEMÁTICA ASSOCIADA A PRÁTICAS E TRADIÇÕES CULTURAIS E AO PATRIMÓNIO IMATERIAL DA HUMANIDADE, DE UMA SELECÇÃO TRANSVERSAL A TODAS AS SECÇÕES EXCEPTO RETROSPECTIVAS E CINEMA DE URGÊNCIA
“O Último Sonho”, de Alberto Alvares

PRÉMIO FERNANDO LOPES
PRÉMIO MIDAS FILMES E DOCLISBOA PARA MELHOR PRIMEIRO FILME PORTUGUÊS
“Rio Torto”, de Mário Veloso

PRÉMIO ESCOLAS
PRÉMIO ETIC PARA MELHOR FILME DA COMPETIÇÃO PORTUGUESA
“Três Perdidos Fazem um Encontrado”, de Atsushi Kuwayama

COMPETIÇÃO VERDES ANOS

PRÉMIO DFFB PARA MELHOR FILME DOS VERDES ANOS
“A Family Tale”, de Natalia Ciepiel

PRÉMIO ESPECIAL MCFLY SPF DO JÚRI VERDES ANOS
“The Rex Will Sail In”, de Josip Lukić

PRÉMIO PEDRO FORTES PARA MELHOR FILME PORTUGUÊS NOS VERDES ANOS
“Rio Torto”, de Mário Veloso

Menção Especial
“Simulacro”, de Duarte Maltez

PRÉMIO RTP PARA MELHOR PROJECTO EM FASE DE PÓS-PRODUÇÃO
“O Lugar Mais Seguro do Mundo”, de Aline Lata e Helena Wolfenson

PRÉMIO NOVA / FCSH PARA MELHOR PROJECTO DAS OFICINAS ARCHÉ
“Babado” de Camila Freitas e João Vieira Torres

Menção Especial
“La Memoria de las Mariposas”, de Tatiana Fuentes Sadowski

PRÉMIO ARQUIPÉLAGO – CENTRO DE ARTES CONTEMPORÂNEAS PARA MELHOR PROJECTO EM FASE DE ESCRITA
“La Memoria de las Mariposas”, de Tatiana Fuentes Sadowski

PRÉMIO DO PÚBLICO
“Zé Pedro Rock’n’Roll”, de Diogo Varela Silva


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