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Marinha Portuguesa tem unidade que transforma “brinquedos” em armas de guerra

Escrito por em 08/10/2019

A Célula de Experimentação Operacional de Veículos Não Tripulados da Marinha de Portugal (CEOV) está a desenvolver um novo drone que poderá ser utilizado no campo de batalha, como arma. A notícia foi dada em comunicado enviado à imprensa.

De acordo com a unidade responsável pelo desenvolvimento da tecnologia, conhecida como “Divisão Q”, o projeto consiste na criação de vários “brinquedos”, convertidos em armas, capazes de atirar granadas ativas para potenciais alvos. Os veículos são unidades modificadas de carros controlados via rádio e com um sistema de arremesso de granadas remoto.

Gouveia e Melo, vice-almirante da marinha portuguesa, afirma que o projeto destina-se a “combater ameaças assimétricas com um pensamento assimétrico”. Tiago Mendes, líder da equipa, afirma que o processo de evolução da marinha portuguesa para novas tecnologias tem vindo a ser consideravelmente lento, chegando mesmo a afirmar que os smartphones de muitos soldados são mais evoluídos do que a tecnologia existente nos navios de guerra. Com isto, surgiu a ideia de ser desenvolvido um novo projeto que pretenda integrar mais tecnologia no setor, e que possa também abrir portas a futuras implementações no campo de batalha.

De sublinhar que as invenções realizadas pela CEOV não pretendem ser diretamente utilizadas contra inimigos em campos de batalha, mas sim como forma de explorar novas formas de combate e de evolução tecnológica no setor.

A título de exemplo, esta unidade da Marinha Portuguesa desenvolveu um carro telecomandado que transporta e lança granadas. Além disso, tem uma câmara incorporada para análise do terreno.

Algumas destas invenções foram apresentadas na conferência Recognized Environmental Picture Maritime Unmanned Systems (REPMUS) da NATO. O evento decorreu em Portugal, mais especificamente na Península de Tróia, entre os dias 11 e 27 de setembro deste ano. Estes veículos, aparentemente inofensivos, poderão ser importantes aliados em situações bastante peculiares na Defesa.

Os engenhos bélicos criados não têm de ser necessariamente usados pela Marinha Portuguesa contra inimigos. Em vez disso, é uma maneira de explorar o que um inimigo inovador poderia fazer, para que os militares possam, assim, desenvolver contramedidas. “Somos como a vacina contra a gripe”, explicou o tenente Tiago Mendes. “Nós não fazemos a mudança; nós começamos o processo”, concluiu.


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