Cartografias regressa a Lisboa com artistas de três continentes

Escrito por em 30/09/2019

O Ciclo Cartografias regressa a Lisboa a partir de quinta-feira com uma programação de espetáculos e oficinas, integrando artistas de três continentes, com o objetivo de promover a experimentação e o trabalho de coreógrafos emergentes.

De acordo com o Forum Dança – Associação Cultural, esta terceira edição – com artistas europeus, asiáticos e latino-americanos – terá lugar no Forum Dança e no Centro Cultural de Belém (CCB) entre quinta-feira e 19 de outubro.

Joana Von Mayer Trindade e Hugo Calhim Cristovão (na foto), Nuno Lucas e os artistas sul-coreanos Jin Young Park e Ha Yong Bu fazem parte da programação deste ano do ciclo que tem ainda o objetivo de aumentar a visibilidade de criadores internacionais com menor representação em Portugal.

“O Corpo como fronteira de resistência” é o mote desta terceira edição, numa linha programática que promove “uma dança produtora de metáforas de resistência, criando dispositivos situados entre o político e o estético”, de acordo com a organização.

Joana Von Mayer Trindade e Hugo Calhim Cristovão, artistas baseados na cidade do Porto, apresentam, no sábado, às 21:00, na Black Box do CCB, “Dos Suicidados – O Vicio de Humilhar a Imortalidade”.

Partindo da obra de Raúl Leal, construíram “uma peça de rara fisicalidade que confronta o espectador com um olhar sobre a relação do corpo com a vertigem psicológica e o desejo de aniquilação”.
Em colaboração com o coreógrafo português Nuno Lucas estarão dois artistas sul-coreanos: Jin Young Park, numa mostra informal da sua residência em Lisboa, e Ha Yong Bu, que orientará um laboratório de pesquisa coreográfica inspirado na dança tradicional coreana, na qual é mestre.

O laboratório acontece entre 07 e 10 de outubro, no Forum Dança, é aberto à comunidade e consiste num trabalho “de grande impacto técnico e inspirador para os dispositivos da dança e teatro da contemporaneidade, já que a dimensão da corporalidade é desenvolvida enquanto resistência a estereótipos sociais”, sublinha o Forum Dança sobre esta atividade.

Por seu turno, Clarissa Rêgo, Bruno Brandolino, Bibi Dória, Marta Ramos e Blanche Denarnaud, enquanto artistas emergentes e participantes de cursos de formação do Forum Dança, apresentarão vários solos que refletem dramaturgias e ficções sobre as condições da modernidade tardia.

Entre outros espetáculos previstos no programa, a artista brasileira Bibi Dória irá apresentar “É puro glacé”, uma performance falada em português, nos dias 11 e 12 de outubro, no Forum Dança.
“Estes criadores movem-se entre a nudez física e as representações do grotesco, apoiando-se na crueza de meios cénicos e nas emanações conscientes, culturais e vivenciais de si mesmos”, descreve a organização, sobre o trabalho dos artistas.

O Forum Dança é uma associação cultural sem fins lucrativos, criada em 1990, com o objetivo de promover a dança contemporânea, através da formação profissional e artística, da investigação, edição e documentação.

Além de projetos de internacionalização da dança, residências e programadas pedagógicos, realiza aulas regulares de dança dirigidas a públicos profissionais e amadores, adultos e jovens.


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