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Mais de 20 filmes “Da Terra à Lua” no 17.º DocLisboa

Escrito por em 03/09/2019

A secção “Da Terra à Lua” do 17.º festival DocLisboa, que decorre de 17 a 27 de outubro, terá mais de 20 filmes, entre eles várias estreias nacionais e uma estreia mundial.

“Esta é uma programação de vozes, de imagens, de temas do mundo”, pode ler-se num comunicado divulgado pela organização que destaca um espaço que pretende levar os espectadores aos “múltiplos tempos do cinema e às mais diversas questões dos indivíduos e da sociedade”. O italiano Claudio Carbone, autor de “Another Lisbon Story” (2017), leva a Lisboa a estreia mundial de “Until the Sun Dies”, uma produção portuguesa “que mostra a vida quotidiana e o tom de resistência dos povos indígenas americanos”.

O cineasta alemão Werner Herzog terá, nesta secção, a estreia portuguesa de dois filmes lançados este ano: “Nomad: In The Footsteps of Bruce Chatwin”, em que o realizador se inspira no amigo, o escritor e aventureiro britânico, para a sua própria viagem, e “Family Romance, LLC”, sobre como “o romance é um negócio” e filmado no Japão. Exibido pela primeira vez no Festival de Cannes, o filme é um “retrato ficcional (com uma forte tendência visual documental) de uma componente da sociedade japonesa: o lado contratual do romance, da família e dos amigos”.

Lech Kowalski, que em 2007 foi alvo de uma retrospetiva no festival, regressa ao certame para apresentar “Blow It To Bits”, estreado na Quinzena dos Realizadores de Cannes, e que retrata “a revolta, os protestos dos trabalhadores da fábrica GM&s”. A curta-metragem “Où en êtes-vous, Teresa Villaverde?” é um retrato documental que a realizadora portuguesa apresentou no Centre Pompidou, por altura de uma retrospetiva no museu parisiense, estreando-se agora em Portugal.

“O Carnaval, as vozes, os cânticos, as buzinas de celebração na Estação Primeira de Mangueira, no Brasil, é o contexto retratado”, adianta a organização. Do Brasil chegam novos filmes dos brasileiros Alberto Álvares (“O Último Sonho”) e Camila Freitas (“Chão”), enquanto o venezuelano Andrés Duque traz “Karelia: International with Monument”, sobre a região de Carélia, entre a Rússia e a Finlândia.

Sebastian Brameshuber segue um mecânico nigeriano a viver nos Alpes em “Movements of a Nearby Mountain”, numa programação que atravessa assuntos como o Brexit, em “Brexit Behind Closed Doors”, de Lode Desmet, e a Alemanha do século XX, em “Heimat is a Space in Time”, de Thomas Heise. Heise vai ainda marcar presente na retrospetiva “Ascensão e Queda do Muro: O Cinema da Alemanha de Leste”, com outros cinco filmes a par da estreia nacional de “Heimat”.

Matthias de Groof traz em estreia internacional “Palimpsest of the Africa Museum”, sobre o Royal Museum for Central Africa, na Bélgica, no âmbito de uma “tentativa de descolonização do discurso do museu”. “Hampton” é a curta-metragem de Kevin Jerome Everson e Claudrena Harold, também em estreia internacional, em mais um filme que se debruça sobre os alunos da Universidade da Virgínia, em Charlottesvile, “fortemente ligada a uma cultura de extrema-direita”.

O Festival Internacional de Cinema DocLisboa terá como outras secções uma retrospetiva do cinema da libanesa Jocelyne Saab e à Alemanha de Leste, naquela que será a última edição com os diretores Cíntia Gil e Davide Oberto.


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