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Pedro Costa e João Nicolau em Locarno

Escrito por em 18/07/2019

Os novos filmes dos realizadores portugueses Basil da Cunha, João Nicolau (na foto) e Pedro Costa integram a competição internacional do Festival de Cinema de Locarno, na Suíça.

Por seu lado, na secção Pardi di Domani, encontra-se a coprodução portuguesa “Vulcão: O que sonha um lago?”, da romena Diana Vidrascu, desenvolvida em residência artística no âmbito do festival açoriano Walk & Talk, enquanto Maya Kosa e Sérgio da Costa mostram “L’île aux oiseaux”, uma produção suíça a concurso na secção Cineastas do Presente.

Fora de competição vai ser apresentado “Prazer, Camaradas!”, de José Filipe Costa. Num texto publicado na página do evento, a organização do festival salienta, em particular, o regresso do cineasta Pedro Costa a Locarno, onde já foi premiado por filmes como “No Quarto de Vanda” e, mais recentemente, “Cavalo Dinheiro”.

Numa edição dedicada ao antigo diretor da Cinemateca suíça Freddy Buache, que morreu em maio, e que vai atribuir um prémio de tributo à atriz norte-americana Hilary Swank, a competição internacional vai contar também com o filme brasileiro “A Febre”, de Maya Da-Rin.
O novo trabalho de Pedro Costa, “Vitalina Varela”, era há muito aguardado, tendo sido até anunciado – por erro – no alinhamento da secção Un Certain Regard, no festival de Cannes deste ano.

Com argumento de Pedro Costa, o filme retrata a mulher cabo-verdiana que lhe dá título, de 55 anos, que “chega a Portugal três dias depois do funeral do marido”. “Há mais de 25 anos que Vitalina estava à espera do seu bilhete de avião”, pode ler-se na sinopse disponível na página do Instituto do Cinema e do Audiovisual, que cofinancia a obra.

O musical “Technoboss”, de João Nicolau, é uma coprodução entre Portugal e França com argumento de João Nicolau e Mariana Ricardo, protagonizada por Miguel Lobo Antunes e Luísa Cruz.

Já “O Fim do Mundo” é a segunda longa-metragem de ficção do luso-suíço Basil da Cunha, exibida nas “Lisbon Screenings” do IndieLisboa, em maio. A sinopse do filme, publicada no programa dessas sessões para profissionais do IndieLisboa, contava a história de Spirra, um jovem que acaba de sair de um colégio interno e se encontra de novo com os amigos na Reboleira.

O júri da competição internacional vai ser presidido pela realizadora francesa Catherine Breillat, contando também com a produtora Ilse Hughan, o crítico Emiliano Morreale, o ator Nahuel Pérez Biscayart e a cineasta Angela Schanelec.

Na secção Pardi di Domani encontram-se também os filmes brasileiros “Carne”, de Camila Kater, e “Chão de Rua”, de Tomás van der Osten, enquanto na Moving Ahead o programa inclui “Swinguerra”, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca.

Na retrospetiva dedicada ao cinema negro, que foi antecipada de 2020 para 2019, serão exibidos os brasileiros “Abolição”, de Zózimo Bulbul, “Amor Maldito”, de Adélia Sampaio, e “Orfeu Negro”, de Marcel Camus.

O 72.º festival de cinema de Locarno realiza-se entre 7 e 17 de agosto naquela cidade suíça, exibindo 50 curtas-metragens e 29 longas em quatro secções competitivas, para além dos visionamentos na Piazza Grande, onde cabem mais de 8.000 espectadores.


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