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Música de Marvão com 42 concertos

Escrito por em 18/07/2019

O Festival Internacional de Música de Marvão regressa este ano àquele município de Portalegre, de sexta-feira a 28 de julho, com 42 concertos e mais de 600 músicos nacionais e internacionais em que “cada um é um destaque”.

Segundo o diretor artístico, o maestro e violinista alemão Christoph Poppen, o evento “está construído de forma a que cada concerto é, em si, um destaque”, com atuações de orquestras à noite e de agrupamentos de música de câmara durante o dia.

A Orquestra de Câmara de Colónia, da Alemanha, dá vários concertos com solistas internacionais “de grande renome”, entre eles o violoncelista francês Aurelien Pascal, numa edição que assinala a estreia do Teatro Nacional de São Carlos, numa noite de ópera no Castelo de Marvão, no domingo, intitulada “Viva Italia”, e com a companhia da Orquestra Sinfónica Portuguesa.

A estreia da Orquestra de Câmara de Israel em Portugal é um dos destaques, com dois concertos, e Poppen destaca “a estreia muito entusiasmante do Coro do Festival de Marvão”, um agrupamento que se junta à orquestra do evento, que “tem sido um grande sucesso”. “Junta cantores profissionais e amadores apaixonados de todo o mundo. Temos imensas candidaturas, que enviaram um ficheiro áudio para garantirmos alguma qualidade”, acrescentou o maestro.

O espetáculo “Carmina Burana” reúne os dois agrupamentos do festival à Banda Sinfónica Portuguesa, à soprano sul-coreana Sunhae Im, ao contratenor britânico David James e ao barítono alemão Dominik Köninger, sob a batuta de Christoph Poppen, no dia 26 de julho.

“Este é um projeto que se liga com a recém-criada Academia Internacional de Música, Artes e Ciência, que é separada do festival e que terá ‘masterclasses’, residências e retiros durante todo o ano, com a primeira aula marcada para setembro”, referiu o diretor artístico.

O programa conta, de resto, com “um equilíbrio fabuloso entre internacionais e nacionais, com nomes muito consagrados em Portugal”, destacou Christoph Poppen, com nomes como Teresa Salgueiro, António Victorino d’Almeida ou Filipe Pinto-Ribeiro no programa, ou mesmo a Orquestra Barroca Divino Sospiro, formação de época sediada em Portugal, com direção artística de Massimo Mazzeo, entidade responsável pelo Centro de Estudos Musicais Setecentistas de Portugal.

Do lado internacional, destaque para o Plural Ensemble de Madrid, a violinista alemã de ascendência sul-coreana Clara-Jumi Kang, a tocar Bach em várias noites pelas 23:00, o pianista espanhol Javier Perianes ou o Storioni Trio, além de John Potter ou Florien Berner, no meio de “cerca de 600 músicos ao todo”.

Além dos concertos, o festival, que conta com a envolvência dos municípios alentejanos de Portalegre, Castelo de Vide e Elvas, vai incluir exposições, cinema, concertos para crianças, visitas guiadas e apontamentos gastronómicos, como uma conferência, no dia 26, sobre a cidade de Ammaia, um vestígio romano no norte alentejano, situado dentro do Parque Natural da Serra de São Mamede, por Joaquim Carvalho.

Com uma logística de “grande evento” e que envolve “todas as pessoas de Marvão”, a organização do certame fundado por Poppen em 2014 assegura transportes públicos gratuitos que ligam Marvão a Lisboa e um espaço para deixar as crianças.


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