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13.º Motelx: Antevisão com João Monteiro e Pedro Souto

Escrito por em 17/07/2019

A estreia de “Midsommar”, com a presença do realizador norte-americano Ari Aster, e a celebração dos 40 anos de “Alien – O Oitavo Passageiro” acontecem em setembro, no Motelx. Conversámos com os diretores João Monteiro e Pedro Souto após a exibição em antestreia nacional de “O Boneco Diabólico” (Child’s Play), divertido filme que altera totalmente a imagem desgastada de Chucky e que estreia nas salas de cinema portuguesas esta quinta-feira.

“São muitas as propostas para deixar a triscaidecafobia (medo do número 13) em casa”, revelou na terça-feira a organização, a propósito do 13.º Motelx – Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa, que acontecerá no cinema São Jorge, em Lisboa, de 10 a 15 de setembro. Da programação apresentada em Lisboa, a direção do Motelx revelou a presença do realizador norte-americano Ari Aster, que apresentará “Midsommar” em estreia, descrito pela revista Variety como um filme de ‘horror folk’, inspirado numa festividade da cultura popular da Suécia. Ari Aster fará ainda uma sessão especial no festival da sua primeira longa-metragem, “Hereditário”.

Aproveitando o facto de ser a 13.ª edição e de coincidir, pela primeira vez, com uma sexta-feira 13, o festival fará uma sessão especial de “Sexta-feira 13”, um “filme de culto dos anos oitenta”, de Sean S. Cunningham. Este ano, o Motelx irá ainda assinalar os quarenta anos da estreia de “Alien – O oitavo passageiro” (1979), de Ridley Scott, com exibição de uma cópia restaurada e em 4K, ao qual acrescenta ainda o documentário “Memory: The Origins of Alien”, de Alexandre Philippe.

Na secção Quarto Perdido, em busca de slashers à portuguesa, o festival desenterra literalmente “O Construtor de Anjos”, de Luís Noronha da Costa, de 1978, com pouquíssimas exibições em sala, e o mais recente “Rasganço” (2001), de Raquel Freire, cuja ação decorre em Coimbra, em torno dos estudantes universitários e dos rituais académicos.

Será ainda estreado “The Golden Glove”, do realizador alemão Fatih Akin, exibido no festival de Berlim. Da produção portuguesa, destaque para a estreia da longa-metragem de terror “Faz-me Companhia”, de Gonçalo Almeida, autor da ‘curta’ “Thursday Night”, premiada em 2017 no festival, e exibida no ano seguinte em Sundance (EUA).

A competição de curtas-metragens este ano contará com dez filmes e o vencedor, como habitualmente, ficará nomeado para o prémio europeu Méliès d’Or. Haverá ainda uma sessão de ‘curtas’ portuguesas programada e apresentada pelo realizador João Pedro Rodrigues.

Este ano, o Motelx voltará a programar para os mais novos – na secção “Lobo Mau” – e contará, nos eventos paralelos, com o lançamento do livro de banda desenhada “Profondo Nero”, da série Dylan Dog, com argumento de Dario Argento, “As Histórias do Rei Amarelo”, de Robert W. Chambers, de uma masterclass de efeitos especiais da Nu Boyana Portugal – que participou na pós-produção de “Hellboy”, de Neil Marshall – e uma curiosa demonstração de Ângela Pereira, da Rub-a-duckie, de adereços comestíveis no cinema de terror. A programação completa será revelada no começo de setembro.


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