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27.º Curtas: Entrevista a Miguel Dias

Escrito por em 08/07/2019

Cinéfilo, melómano e, sobretudo, um voraz consumidor de praticamente todas as artes. Uma conversa com Miguel Dias, diretor do Curtas Vila do Conde, nunca será simples ou acelerada, antes emotiva e inspiradora. De quem orgulhosamente testemunhou e deu a testemunhar muitos episódios artísticos sem paralelo num festival que, ao aproximar-se das três décadas, mantém frescura e jovialidade, e onde apetece sempre regressar para um delicioso reencontro de amigos onde o tempo parece congelar.

Depois de um dia de arranque excecional com a exibição do filme-concerto de Tiago Cutileiro e Marta Navarro – uma encomenda do Curtas à dupla para construir um ambiente sonoro para a centenária obra de Robert Wiener, “O Gabinete do Dr. Caligari” (obra que serve ainda de mote para a exposição “O Caso Caligari”, que reúne obras inéditas de Daniel Blaufuks, Eduardo Brito, Rainer Kohlberger e Jonathan Uliel Saldanha na Solar Galeria) -; da antestreia nacional do fabuloso “Bacurau”, o mais recente filme de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, vencedor do prémio do júri na edição deste ano do festival de Cannes; e de “Mão Morta – Mutantes S.21 – 25 Anos”, documentário de João Sá em torno do concerto e aniversário de um dos mais emblemáticos discos da banda bracarense, um dos mentores do Curtas acedeu a entrevista focada no balanço ao primeiro dia (e noite…) e antecipando uma semana de enorme relevo cultural. Parafraseando Elisa Ferraz, presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde, na abertura do Curtas, anualmente, por estes dias de julho (6 a 14 em 2019), a encantadora cidade foz do Ave torna-se a capital do cinema não apenas em Portugal, mas na Europa e quiçá em todo o mundo.

O Curtas Vila do Conde segue viagem até 14 de julho com uma variadíssima panóplia de exibições artísticas – entre as competições de curtas nacionais e internacionais, as secções Stereo (com Miguel Dias a destacar os Sereias e a poesia filosófica de António Pedro Ribeiro a musicarem a recolha videográfica de José Alves de Sousa realizada no Porto na altura do PREC a 9 de julho, às 23:30, no Auditório Municipal; e o inspirado trio Montanhas Azuis – Marco Franco, Norberto Lobo e Bruno Pernadas – que editou em janeiro “Ilha de Plástico” – e que se junta ao realizador português residente em Berlim Pedro Maia na criação de invulgares paisagens visuais e sonoras a 13 de julho, às 23:45, no Teatro Municipal; e ainda o ex-Sonic Youth Thurston Moore a acompanhar diversas curtas de Maya Deren, a 10 de julho, às 21:00, no Teatro Municipal; os londrinos The Heliocentrics a musicarem “Heaven And Earth Magic”, do norte-americano Harry Everett Smith, a 12 de julho, às 23:45, no Teatro Municipal), Da Curta à Longa, Cinema Revisitado, Take One!, Panorama Europeu, Panorama Nacional, Curtinhas e as fundamentais retrospetivas das obras de Todd Solondz e Carlos Conceição – programa completo disponível nesta ligação.


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