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“A minha avó trelotótó” e “Campo” premiados no IndieLisboa

Escrito por em 12/05/2019

“A Minha Avó Trelotótó”, “Campo”, “Past Perfect” e “A Casa, A Verdadeira E A Seguinte, Ainda Está Por Fazer” foram os melhores filmes portugueses do 16.º Festival Internacional de Cinema IndieLisboa.

Os filmes premiados foram revelados no sábado à noite em Lisboa, com o prémio de melhor longa-metragem da competição internacional, no valor de 15 mil euros, a ser atribuído a “De Los Nombres De Las Cabras”, documentário espanhol de Silvia Navarro e Miguel G. Morales feito com imagens de arquivo sobre um povo nativo das ilhas Canárias. “Past Perfect”, filme de Jorge Jácome sobre melancolia, foi eleito a melhor curta-metragem da competição internacional, com um prémio de 4.000 euros, meses depois de ter tido estreia no festival de cinema de Berlim.

Na competição portuguesa, o júri decidiu que a melhor longa-metragem (7.500 euros) foi “A Minha Avó Trelotótó”, de Catarina Ruivo, a partir das memórias da avó dela e do vazio deixado quando morreu. Tiago Hespanha venceu o prémio de melhor realizador (mil euros) com o documentário “Campo”, rodado no Campo de Tiro de Alcochete (Setúbal). O prémio de melhor curta-metragem portuguesa (2.000 euros) foi para “A Casa, A Verdadeira E A Seguinte, Ainda Está Por Fazer”, de Sílvia das Fadas.

O festival atribuiu ainda mais de uma dezena de outros prémios divididos por várias secções competitivas. Afonso Mota venceu o prémio “Novo talento” com “Poder Fantasma” e André Ferreira recebeu o prémio “Novíssimos” com “Estas Mãos São Minhas”. Destaque ainda para o prémio “Árvore da Vida” para “Invisível Herói”, de Cristèle Alves Meira – que será exibido este mês em Cannes -, e para o prémio “IndieMusic” para o documentário “Batida de Lisboa”, de Rita Maia.

“Sete Anos Em Maio”, de Affonso Uchôa (Brasil/Argentina), venceu o prémio Amnistia Internacional, e a animação “Guaxuma”, de Nara Normande (França/Brasil), venceu o prémio “Escolas”. O 16.º IndieLisboa contou com cerca de 250 filmes exibidos em várias salas da capital, destacando-se a retrospetiva dedicada à atriz Anna Karina, considerada um dos símbolos da nova vaga do cinema francês dos anos 1960. Este ano, o IndieLisboa contou com mais de 50 filmes portugueses e foi mostrado o recente cinema brasileiro.


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