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Obra de José Mário Branco revisitada em tributo

Escrito por em 08/05/2019

De Osso Vaidoso a Ermo, de Camané aos Walkabouts, são mais de dez os artistas que interpretam temas de José Mário Branco, num disco-tributo editado pela Valentim de Carvalho.

Com data de lançamento prevista para 24, véspera do 77.º aniversário do cantor e compositor, “Um disco para José Mário Branco” apresenta 16 temas revisitados por outros tantos nomes, quase todos da música portuguesa. A abrir surge o músico brasileiro Lucas Argel, que canta “Queixa das almas jovens censuradas”, e a fechar está o ator João Grosso a interpretar “FMI”. Para o álbum foram ainda convidados outros nomes que o promotor Rui Portulez sabia que tinham afinidades ou já tinha passado pelo repertório de José Mário Branco, como Osso Vaidoso, de Ana Deus e Alexandre Soares, e Primeira Dama.

Ermo compuseram “Eram mais de cem”, com música nova para letra de José Mário Branco, e o rapper Ruas escreveu “Comboios parados”, com um ‘sample’ da música “Cantiga para pedir dois tostões”.
O produtor repescou ainda versões mais antigas que tinham já sido feitas, como “Fado Penélope”, por Camané, “Loucura”, por Mão Morta, e “Década de Salomé”, dos Peste & Sida. Destaque ainda para a inclusão de “Cantiga para pedir dois tostões”, dos espanhóis Single, e “Hard Winds Blowin’”, dos norte-americanos The Walkabouts, fruto de uma temporada que o músico Chris Eckman viveu em Lisboa.

A edição física do álbum inclui textos de quase todos os convidados, com impressões muito pessoais, memórias e opiniões sobre o universo musical de José Mário Branco. Nascido no Porto em 1942, José Mário Branco cumpriu em 2018 meio século de carreira, tendo editado um duplo álbum com inéditos e raridades, gravados entre 1967 e 1999. A edição sucede à reedição, no ano anterior, de sete álbuns de originais e um ao vivo, de um período que vai de 1971 e 2004.


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