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Dino D’Santiago grande vencedor dos Play

Escrito por em 10/04/2019

Dino D’Santiago foi o artista mais premiado na primeira edição dos Play – Prémios da Música Portuguesa, ao vencer três das 12 categorias – Melhor Artista a Solo, Melhor Álbum e Prémio da Crítica.

Numa cerimónia apresentada por Filomena Cautela e Inês Lopes Gonçalves, e transmitida em direto na RTP 1, os vencedores de cada categoria foram sendo apresentados por duplas que incluíram cantores, como Sónia Tavares (com alguma dificuldade em se posicionar face ao microfone e em dizer algo de pertinente) e Ana Bacalhau, atrizes, como Oceana Basílio e Isabel Valadeiro, escritores, como José Luís Peixoto, ‘youtubers’ e até políticos, como a vereadora da Cultura da Câmara de Lisboa, Catarina Vaz Pinto, o ministro da Cultura de Cabo Verde, Abraão Vicente, e a ministra da Cultura portuguesa, Graça Fonseca, que entregou o Prémio Carreira. Este prémio foi atribuído ao fadista Carlos do Carmo, reconhecendo, assim, a “carreira e nome cuja história é a história da música portuguesa dos últimos 50 anos”, afirmou Graça Fonseca.

No ano em que se despede dos palcos e comemora 80 anos de vida, Carlos do Carmo não pôde estar presente no palco do Coliseu porque, de acordo com um dos filhos do fadista, “levou à letra a expressão ‘break a leg’ [parte uma perna, em português, usada para desejar boa sorte a alguém]”. Além do prémio, Carlos do Carmo foi homenageado no palco do Coliseu com a interpretação do tema “No Teu Poema”, de José Luís Tinoco e por si celebrizado, na voz do fadista Ricardo Ribeiro.

A cantora Blaya era a mais nomeada da noite, em três categorias, e acabou por não vencer nenhum prémio. Além disso, foi a única dos quatro nomeados para Melhor Canção que não pisou o palco para atuar, embora para quem seguiu a cerimónia na televisão tenha parecido que sim, já que a atuação tinha sido gravada anteriormente. A cerimónia incluiu atuações dos outros nomeados para Melhor Canção, prémio atribuído pelo público, que além de Blaya foram Wet Bed Gang, Valas com Raquel Tavares e ProfJam. O vencedor desta categoria foi “Estradas no Céu”, de Valas com Raquel Tavares.

Os discursos foram curtos e com agradecimentos para família, amigos, companheiros de estrada e de trabalho. Conan Osíris agradeceu ao público por o aceitarem e deixou um apelo: “Aceitem-se todos como me aceitaram a mim”. O angolano Matias Damásio, vencedor do Prémio Lusofonia, dedicou a distinção “a todos os amigos da Lusofonia de Moçambique, que estão a passar uma situação muito delicada”. A cerimónia incluiu também atuações de Amor Electro (com um som bastante aquém do esperado), Virgul, Jorge Palma e Sérgio Godinho (com alguns lapsos e falhas, uma pálida sombra do que pode ser visto no dvd e ouvido no disco “Juntos”) e Expensive Soul.

PALMARÉS DOS PRÉMIOS PLAY 2019

Melhor Grupo
Dead Combo

Melhor Artista a Solo
Dino d’Santiago

Melhor Álbum
“Mundu Nôbu”, de Dino D’Santiago

Melhor Videoclipe
“Amor em Tempo de Muros”, de Pedro Abrunhosa (com Lila Downs)

Prémio Lusofonia
“Nada Mudou”, de Matias Damásio

Prémio da Crítica
“Mundo Nôbu”, de Dino D’Santiago

Prémio Revelação
Conan Osíris

Melhor Álbum de Fado
“Maria”, de Carminho

Melhor Artista Internacional
Kendrick Lamar

Melhor Canção Internacional
“All The Stars”, de Kendrick Lamar & SZA

Prémio Carreira
Carlos do Carmo

Melhor Canção
“Estradas no Céu”, de Valas (com Raquel Tavares)


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